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Nunes Marques no TSE anima o PL e acende alerta no PT em ano eleitoral

Nunes Marques assume o TSE em ano eleitoral, com PL otimista e PT temeroso de menor atuação contra desinformação e abusos eleitorais

O ministro Nunes Marques durante sessão plenária do TSE
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  • Em ano eleitoral, Kassio Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 12, com André Mendonça na vice-presidência; ambos indicados por Jair Bolsonaro.
  • Integrantes do PL veem uma gestão técnica e distanciada de emoções, esperando que o ministro atue como árbitro imparcial.
  • Nunes Marques convidou Lula e todos os ex-presidentes da República para a posse, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor de Mello, que estão em prisão domiciliar.
  • Membros do PT dizem temer que o TSE seja menos ativo do que em 2022 na fiscalização de desinformação e abusos eleitorais.
  • O alerta dos petistas se conecta ao histórico de Alexandre de Moraes, que presidiu o TSE em 2022 com atuação rápida contra fake news e conteúdos potencialmente prejudiciais às eleições.

Nunes Marques assume a presidência do TSE nesta terça-feira (12), em pleno ano eleitoral, com apoio de aliados do PL e cautela entre petistas. O ministro chega à frente do tribunal com a meta de manter uma atuação técnica, segundo relatos internos.

O PL espera que o TSE sob a condução de Nunes Marques adote postura mais distante de emoções e mais próxima de critérios técnicos. André Mendonça será o vice-presidente, indicado por Bolsonaro para o STF.

A posse ocorre no Palácio do Planalto, com o ministro convidando ex-presidentes e o atual presidente para o evento, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor, ambos em situação de prisão domiciliar. A ideia é sinalizar abertura institucional.

Para lideranças do PL, o novo comando é visto como árbitro da legalidade eleitoral, com promessa de manter o equilíbrio entre as forças políticas. Desafetos do ex-ministro Alexandre de Moraes apontam críticas a gestões anteriores.

Entretanto, o PT já mantém contato com Nunes Marques, segundo fontes da CNN, e expõe demandas ao tribunal. Há receio de que o novo comando tenha atuação menos pró-ativa do que a observada em 2022.

Moraes presidiu o TSE em 2022, período marcado por ações rápidas para combater desinformação. O tribunal ampliou a possibilidade de remoção de conteúdos falsos mesmo sem requerimento de promotorias, em situações de equivalência de conteúdo.

Especialistas destacam o desafio atual: a propagação de fake news avança rapidamente na internet e a inteligência artificial evolui, exigindo respostas eficientes do TSE sem comprometer a neutralidade.

Petistas ressaltam que, sem atuação proativa do TSE, conteúdos enganosos podem influenciar o pleito de outubro, dada a velocidade de disseminação e a sofisticação de novas técnicas digitais.

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