- Lideranças bolsonaristas prometem ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, uma trégua neste ano em duas frentes: urnas eletrônicas e inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
- Oposição ouvida pela CNN acredita que lutar pela inelegibilidade de Bolsonaro seria inútil no momento, já que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está sedimentado como candidato à Presidência.
- A avaliação é que a candidatura de Flávio pode ampliar o alinhamento com o TSE, que terá indicados por Bolsonaro em cargos-chave; há expectativa de retomar o tema no próximo ano.
- Bolsonaristas devem manter a defesa do voto impresso, mas não planejam campanhas para questionar a lisura da urna eletrônica, acreditando que não haveria tempo para trocar o sistema.
- Existe uma articulação para convencer o novo presidente do TSE a retornar ao modelo de contagem de votos por estados, ideia defendida por setores da direita desde 2020.
O bolsonarismo planeja uma trégua com o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, em duas frentes: urnas eletrônicas e a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. A avaliação é de oposicionistas ouvidos pela CNN.
Segundo a análise, o caminho jurídico para derrubar a inelegibilidade de Bolsonaro seria pouco promissor no momento. Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já aparece como possível candidato da família à Presidência, o que fortalece a estratégia de manter o apoio de parte do espectro político.
Outro ponto destacado é a saúde de Bolsonaro, que influenciaria decisões sobre eventual candidatura neste ano. A CNN aponta que a oposição pode retomar o tema no próximo ano, caso haja mudança no comando do TSE, com Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.
A reportagem aponta ainda que bolsonaristas devem defender o retorno do voto impresso, sem campanhas amplas para questionar a lisura da urna eletrônica. O tempo para mudanças no atual sistema de votação é considerado curto pela análise.
Há ainda articulações para convencer o novo presidente do TSE a reavaliar o modelo de contagem de votos por estados, adotado desde as eleições de 2020. Antes de 2018, o TSE recebia dados já consolidados dos TREs, em contagem descentralizada.
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