- A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 12 de maio de 2026, a operação Castratio para investigar desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações envolvendo o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ).
- As suspeitas envolvem contratos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro entre outubro de 2019 e março de 2022, quando Queiroz comandava a pasta, destinados a serviços de castração e esterilização de animais.
- Há indícios de superfaturamento e irregularidades em licitações, com contratos investigados somando aproximadamente R$ 200 milhões.
- Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em seis municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo; no Rio, Itaocara, Macaé, Niterói e Rio de Janeiro; em São Paulo, São Roque e Mairinque; buscou-se também o celular do deputado no Aeroporto Santos Dumont.
- A apuração tramita no Supremo Tribunal Federal, devido ao foro privilegiado do deputado.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que mira desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações em diferentes municípios do Rio de Janeiro. O alvo principal é o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). A ação foi aberta na manhã de hoje, com mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.
A investigação envolve contratos firmados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro entre outubro de 2019 e março de 2022. Segundo apuração, as negociações teriam como objetivo serviços de castração e esterilização de animais.
A operação, batizada de Castratio, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em seis cidades. No Rio, as diligências ocorreram em Itaocara, Macaé, Niterói e na capital. Em São Paulo, foram cumpridos em São Roque e Mairinque.
Durante a ação, policiais apreenderam o telefone celular de Queiroz no Aeroporto Santos Dumont, quando ele se preparava para viajar a Brasília, segundo informações veiculadas pela imprensa.
A PF aponta indícios de superfaturamento e fraude em licitações, envolvendo contratos que somam cerca de R$ 200 milhões entre o governo estadual e uma empresa privada. A apuração tramita no STF devido ao foro do deputado.
Marcelo Queiroz tem trajetória pública desde 2012, iniciada na Câmara Municipal do Rio. Também ocupou cargos na administração estadual, incluindo secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura, até chegar à Câmara dos Deputados em 2022.
A defesa do deputado havia sido procurada pelo Poder360 por meio de mensagem, mas não houve resposta até a publicação. A reportagem permanece aberta para atualização caso haja pronunciamento oficial.
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