- A Polícia Federal deflagrou a operação Castratio para desarticular grupo suspeito de fraudar licitações e contratos de mutirões de castração da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro e da empresa Consuvet.
- Um dos alvo é o deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que era o titular da pasta na época; ele foi abordado no aeroporto Santos Dumont e teve o celular apreendido.
- A licitação, no valor de 200 milhões de reais, teria sido destinada à Consuvet, criada apenas três meses antes da concorrência e que, segundo a reportagem, só passou a ter registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária após a assinatura do contrato.
- Os sócios da Consuvet chegaram a sacar até 700 mil reais em uma única operação.
- A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Itaocara, Macaé, Niterói, São Roque e Mairinque (SP); há indícios de direcionamento, superfaturamento, fraude à licitação e possível lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação para desarticular um grupo suspeito de fraudar licitações e contratos de mutirões de castração de animais firmados pela Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro e a empresa Consuvet. O objetivo é interromper esquema envolvendo superfaturamento e direcionamento de licitações.
Entre os investigados está o deputado Marcelo Queiroz, do PSDB-RJ, que à época ocupava a pasta responsável pelos acordos. Queiroz foi detido no aeroporto Santos Dumont ao tentar embarcar para Brasília; o celular dele foi apreendido durante a abordagem.
A operação, batizada Castratio, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em áreas da capital fluminense e em São Paulo, incluindo Itaocara, Macaé, Niterói, São Roque e Mairinque. Em alguns locais, foram encontradas joias e dinheiro em espécie.
A ação investiga que a Consuvet, criada apenas três meses antes da licitação, teve registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária somente após o contrato. Há relatos de saques de até 700 mil reais em uma única ocasião.
Detalhes do caso e desdobramentos
A investigação aponta direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação no contrato de 200 milhões de reais. Além de organização criminosa, os investigados podem responder por frustração do caráter competitivo e lavagem de dinheiro.
Os valores e transações analisados indicam possíveis pagamentos indevidos vinculados aos contratos de mutirões de castração. A PF informou que as apurações seguem em curso para comprovar as irregularidades.
Entre na conversa da comunidade