- A Polícia Federal deflagrou a Operação Castratio, que investiga contratos de cerca de R$ 200 milhões do governo do Rio destinados a castração e esterilização de animais.
- Um dos principais alvos é o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), ex-secretário estadual de Agricultura, que possui foro privilegiado.
- Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal; Queiroz foi abordado no Aeroporto Santos Dumont e teve o celular apreendido.
- A investigação foca em contratos entre a Secretaria Estadual de Agricultura e uma empresa privada, com indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço e outras irregularidades; também é analisado o uso de emendas parlamentares.
- Além do Rio de Janeiro, os mandados ocorreram em Itaocara, Macaé e Niterói (RJ) e em São Roque e Mairinque (SP); a defesa do parlamentar não se manifestou até o momento.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Castratio para investigar contratos de cerca de R$ 200 milhões firmados pelo governo do Rio de Janeiro. A apuração mira fraude em licitações, superfaturamento e irregularidades envolvendo serviços de castração e esterilização de animais. O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), ex-secretário estadual de Agricultura, é alvo central.
Segundo a PF, há indícios de direcionamento de licitações e sobrepreço em contratos com uma empresa privada responsável pelos programas de castração. A investigação também analisa o uso de emendas parlamentares destinadas ao financiamento dessas iniciativas. A ação envolve repasse de recursos e execução de programas ligados à causa animal.
Os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF, já que Queiroz tem foro privilegiado. O parlamentar foi abordado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, antes de seguir para Brasília, e teve o celular apreendido. As diligências ocorreram em diversas cidades do Rio e de São Paulo.
Desdobramentos e locais de atuação
Além do Rio de Janeiro, mandados foram cumpridos em Itaocara, Macaé e Niterói (RJ) e em São Roque e Mairinque (SP). A PF não informou detalhes sobre prazos ou desdobramentos do inquérito. A defesa de Queiroz ainda não se manifestou publicamente.
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