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Plano de segurança de Lula, lançado a menos de cinco meses da eleição

Plano Brasil Contra o Crime Organizado destina 11 bilhões de reais para asfixiar facções, ampliar a segurança prisional e reforçar investigações de homicídios e tráfico de armas

Cerimônia de lançamento do Brasil contra o Crime Organizado: da esquerda para direita, o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta; o presidente Lula; o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o diretor-adjunto da PF William Murad (SEAUD/PR/.)
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  • O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com investimento de cerca de um bilhão de reais para uso direto e o restante em linha de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal, para aquisição de equipamentos de segurança.
  • O objetivo é combater facções por meio de cooperação entre os sistemas federais e estaduais, com ações coordenadas para enfrentar o crime organizado.
  • O pacote está estruturado em quatro eixos: asfixia financeira do crime, melhoria da segurança do sistema prisional, aumento do esclarecimento de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas.
  • Entre as entregas, estão a criação de forças nacionais de combate, ampliação de investigações financeiras, aquisição de câmeras, drones, raios‑X, detectores de metal e o fortalecimento de bancos genéticos e de balística.
  • O lançamento ocorre a menos de cinco meses da eleição presidencial, em meio a pesquisas que destacam a segurança pública como tema de grande preocupação.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com metas de investir cerca de 11 bilhões de reais para enfrentar facções criminosas. Do total, 1 bilhão será aplicado diretamente, o restante financiando uma linha de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal.

O plano, apresentado em um momento de proximidade com as eleições, prioriza cooperação entre esferas federais e estaduais. O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, afirmou que o aporte é inédito para a pasta e visa enfrentar o crime de forma integrada.

De acordo com o governo, o pacote foi estruturado para ampliar a atuação contra organizações criminosas, reforçar prisões e melhorar a apuração de homicídios, além de conter o tráfico de armas. As ações serão executadas em quatro eixos temáticos.

Asfixia financeira do crime organizado

  • criação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional para operações interestaduais;
  • expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
  • uso de novas ferramentas para extração de dados de celulares;
  • alienação antecipada de bens confiscados dos criminosos.

Ampliação da segurança do sistema prisional

  • implantação do padrão de segurança máxima de presídios federais em 138 unidades estaduais;
  • aquisição de drones, raios-X, detectores de metal, bloqueadores de celular;
  • criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) para integração nacional de informações.

Ampliação da taxa de esclarecimento dos homicídios

  • qualificação e investimentos nos IMLs e nas polícias técnicas;
  • compra de equipamentos como freezers científicos, viaturas refrigeradas e kits de balística;
  • fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e do Sinab.

Enfrentamento ao tráfico de armas

  • criação da Renarme, Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos;
  • aquisição de viaturas blindadas, embarcações e aeronaves;
  • aquisição de câmeras, softwares, drones e equipamentos especializados.

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