- A Bancada Feminista do PSOL em São Paulo pediu ao Ministério Público uma notícia-crime contra o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo por incentivar o uso de produtos da marca Ypê suspensos pela Anvisa.
- Após a suspensão, Mello Araújo publicou dois vídeos nas redes sociais afirmando que o recolhimento seria uma injustiça e pediu que seguidores enviassem fotos ou vídeos usando os itens.
- A representação acusa o vice-prefeito de crimes contra a saúde pública e solicita medidas judiciais e extrajudiciais para responsabilização.
- A vereadora Silvia Ferraro afirma que disseminação de fake news sobre medidas sanitárias traz graves consequências e exige investigação rigorosa e responsabilização de agentes públicos.
- A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos da marca Ypê fabricados pela Química Amparo; na sexta-feira, os itens foram liberados após recurso, mas a orientação de recolhimento permanece até o fim do processo.
A Bancada Feminista do PSOL em São Paulo apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público contra o vice-prefeito da cidade, Ricardo Mello Araújo (PL). O motivo é a suposta orientação feita pelo político para que a população utilize produtos da marca Ypê, mesmo após suspensão determinada pela Anvisa. O ocorrido envolve também a empresa Química Amparo, fabricante dos itens.
A ação envolve ainda a própria Anvisa, que determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos da linha Ypê. A medida foi publicada em 7 de junho, em Amparo, interior de São Paulo, e envolve falhas no controle de qualidade da unidade. A Câmara Municipal de São Paulo foi acionada para apurar o caso.
Mello Araújo divulgou dois vídeos em redes sociais após a decisão, alegando tratar-se de uma injustiça. Em tom crítico, o vice-prefeito pediu que apoiadores publicassem fotos ou vídeos usando os produtos, segundo a denúncia. O PSOL afirma que houve disseminação de potencial desinformação envolvendo medidas sanitárias.
Entenda o caso
A Anvisa informou a suspensão de uma linha de produtos da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo, em razão de falhas graves no sistema de garantia de qualidade. A unidade fica em Amparo, no interior paulista, e a decisão ocorreu na semana passada.
Na sua defesa, a empresa recorreu da decisão e teve os produtos liberados temporariamente na sexta-feira seguinte. Mesmo com o desbloqueio, a orientação para evitar o uso dos itens permanece válida até a conclusão do processo de recolhimento. A defesa sustenta que a empresa cumpre os padrões de qualidade exigidos pela legislação.
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