- O Senado da Carolina do Sul rejeitou, por 29 a 17, planos para redesenhar o mapa congressional, ficando dois votos atrás da maioria qualificada de dois terços.
- O ex-presidente Donald Trump havia pedido aprovação e afirmou que estaria “observando de perto” a votação.
- O líder da maioria republicana, Shane Massey, disse que redesenhar o mapa prejudicaria os interesses do estado e citou possíveis consequências políticas.
- Atualmente, seis dos sete distritos são controlados por republicanos; o sexto, hoje democrático e representado por James Clyburn, poderia ser redesenhado.
- A discussão ocorre perto do fim da sessão legislativa, com ressalvas sobre a viabilidade do processo e a defasagem de dados populacionais de 2020.
O Senado da Carolina do Sul rejeitou nesta terça-feira um pedido de redistritamento apresentado pelo governo federal, mesmo após a pressão de Donald Trump. A votação, de 29 a 17, ficou aquém da maioria qualificada de dois terços. O contexto inclui a decisão da Suprema Corte de enfraquecer parte da Lei de Direitos de Voto.
O líder da maioria republicana, Shane Massey, afirmou em plenário que redesenhar o mapa iria contra os interesses do estado. Ele ressaltou que o processo, se acelerado, pode trazer consequências políticas e administrativas negativas para a Carolina do Sul.
Massey também sinalizou que o mapa atual já favorece o grupo governante e que mudanças precipitadas podem reverter o equilíbrio. Diversos colegas republicanos dividiram preocupações sobre tempo, dados populacionais desatualizados e possíveis falhas no processo.
Contexto político e jurídico
Ontem, Trump pediu aos senadores que aprovassem o novo desenho das distritais, afirmando estar atento aos desdobramentos. O pedido foi feito em meio a disputas sobre a influência de James Clyburn, deputado democrata, na sétima região.
A sétima, historicamente Democrata, poderia sofrer alterações com o redesenho, movendo eleitores para distritos dominados por republicanos. Clyburn é reconhecido por captar recursos federais para infraestrutura e conectividade rural no estado.
Outro ponto citado pelos republicanos foi a urgência do processo, já que o término da sessão está próximo. A data-limite para aprovar mudanças sem nova sessão complica o planejamento e eleva o risco de falhas técnicas.
Diversos senadores destacaram que a cartografia final depende de dados atualizados, com o estado em rápido crescimento. A ausência de tempo suficiente para revisar informações pode comprometer a precisão do mapa proposto.
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