- A disputa pelo Senado em São Paulo envolve alianças e atritos entre a oposição a Lula, com Eduardo Bolsonaro apoiando André Prado (PL-SP) e tensão entre Prado e Ricardo Salles; Valdemar Costa Neto ameaça processar Salles por acusações de corrupção.
- Salles/classifica o Centrão como inimigo comum da esquerda e da direita, defendendo que o grupo deve ser eliminado da vida pública e que a verdadeira direita precisa ganhar espaço.
- Na corrida paulista, Salles diz que, se o PL indicar o coronel Mello Araújo como candidato de direita verdadeiro, ele abre mão da candidatura; caso contrário, manterá a campanha.
- O deputado critica o Centrão por supostos esquemas e defesa da esquerda; afirma que é preciso enfrentar o STF com equilíbrio, respeitando o devido processo legal, ao mesmo tempo em que defende posição firme contra a esquerda.
- Sobre o cenário nacional, Salles comenta a relação do governo com os Estados Unidos, a atuação de Lula e avalia a atuação do TSE com a presidência de Nunes Marques, sugerindo que a imparcialidade pode favorecer a oposição.
A disputa pelo Senado em São Paulo ganhou contornos de conflito entre o grupo da oposição ao governo Lula e apoiadores de André Prado, indicado pelo PL-SP. O episódio envolveu declarações de Ricardo Salles (Novo-SP) sobre o Centrão e a reação de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que anunciou processo contra Salles por acusações de corrupção feitas pelo rival.
Salles afirmou em entrevista à coluna Entrelinhas e ao programa Sem Rodajes que o Centrão é um “inimigo comum” e que há espaço para negociação com o PL caso haja um candidato alinhado com a direita. O tema central é a disputa de referência ideológica no campo conservador paulista.
Para o desafio eleitoral, Salles disse já existir uma dupla de senadores pré-estabelecida, Derrite e ele, mas criticou o PL por lançar André Prado, considerado próximo ao Centrão. Segundo o deputado, o centrão estaria associado ao governo Lula, recebendo cargos e emendas, o que, na visão dele, comprometeria a identidade de direita.
Cenário político em São Paulo
O interlocutor afirmou que, se o PL indicar um candidato genuinamente de direita, como o coronel Mello Araújo, ele abriria mão da candidatura. Caso contrário, manteria a própria disputa até o fim. A menção a possíveis alianças internas demonstra a busca por uma linha de atuação mais firme contra o Centrão.
Salles também tratou de críticas recentes, admitindo ter sido duro ao comentar Eduardo Bolsonaro em entrevista anterior. Disse que o inimigo é o Centrão e a corrupção, e que não se deve permitir que o Centrão domine a pauta da direita. Em relação ao PT, afirmou que o Centrão seria comprado para atender aos interesses do governo.
Hoje e perspectivas
Sobre a relação entre o PT e o Centrão, o deputado afirma que o grupo aliado ao governo tem ganhado influência e recursos, enquanto a direita pode perder espaço ao aceitar pautas do Centrão. O tema envolve casos de escândalos envolvendo emendas e irregularidades.
Questionado sobre o STF, Salles disse que a reforma deve ocorrer dentro de regras de devido processo legal, defesa e contraditório, mantendo clareza sobre posições que venham a ser defendidas no Senado. Ele ressaltou a necessidade de respostas firmes, porém fundamentadas.
Contexto externo e eleições
O entrevistado comentou movimentos internacionais do governo Lula, avaliando-o como insistente na reeleição e destacando que boa parte da máquina pública voltou a atuar com práticas de corrupção. Sobre segurança pública, afirmou que o governo busca ligações com os EUA para evitar a classificação de organizações criminosas como terroristas.
Em relação ao TSE, Salles disse acreditar que não haverá o mesmo problema de imparcialidade de 2022. Com a atual composição, ele não garante alinhamento com o seu lado, mas espera isenção e equilíbrio para permitir que propostas sejam apresentadas e discussões ocorram de forma mais aberta.
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