- Senado aprovou a abertura do impeachment de Dilma Rousseff no dia 12 de maio de 2016, após sessão de mais de 20 horas, por 55 votos a favor e 22 contra.
- A Câmara dos Deputados já havia autorizado a abertura do processo em 15 de abril de 2016.
- No mesmo dia, Michel Temer assumiu a presidência interina.
- O MDB teve 13 votos a favor; o PT liderou os contrários, com 11 senadores contra a abertura do processo.
- Em 31 de agosto de 2016, o impeachment foi confirmado pelo Senado e Temer foi empossado; Dilma afirmou não ter cometido crimes.
Há dez anos, o Senado Federal aprovou a abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão ocorreu nas primeiras horas de 12 de maio de 2016, após sessão de mais de 20 horas.
A votação confirmou o parecer da Câmara dos Deputados, que já havia aprovado a abertura do processo em 15 de abril. Do total de 81 senadores, 78 estavam presentes e o placar ficou em 55 votos a favor, 22 contrários.
A sessão de afastamento de Dilma começou às 10h do dia 11 de maio. O então advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, discursou defendendo a presidente como uma mulher honesta e inocente.
Desdobramentos imediatos
O processo apontava crimes de responsabilidade e fiscal, com a acusação de pedaladas fiscais para maquiar as contas públicas, atrasando repasses a bancos públicos para ocultar despesas.
O PMDB, hoje MDB, ligado ao vice-presidente Michel Temer, apoiou majoritariamente a abertura do impeachment, com 13 votos favoráveis. O PT teve 11 senadores contrários à abertura do processo.
A relação entre Dilma e Temer azedou após uma carta pública do então vice-presidente, que se descreveu como um “vice decorativo” e disse ter perdido protagonismo político. Temer afirmou ter desconfiança quanto ao entorno de Dilma.
No mesmo dia, Temer assumiu a Presidência da República de forma interina, enquanto o Impeachment tramitava no Senado.
Dilma discursou no Palácio do Planalto, dizendo que poderia ter cometido erros, mas não crimes, e que seus atos seriam legais e necessários, semelhantes aos de presidentes anteriores.
Períodos seguintes
O impeachment foi confirmado pelo Senado em 31 de agosto de 2016, com Temer empossado como presidente. Dilma teve direitos políticos mantidos, mas não voltou a concorrer a cargos públicos.
Em 2023, Dilma assumiu a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, banco dos BRICS. Também naquele ano, o TRF-1 arquivou uma ação de improbidade administrativa relacionada às pedaladas fiscais.
Sob supervisão de Renata Souza. Com informações da Agência Brasil
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