- O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, conduz reunião semanal de gabinete enquanto enfrenta pressão de ministros para deixar o cargo.
- Ministros, incluindo a secretária de Interior Shabana Mahmood, pedem que ele apresente um cronograma de saída; Starmer disse ao gabinete que o país espera que o governo siga adiante.
- Até o momento, nenhum deputado apresentou candidatura formal à liderança, que exigiria o apoio de oitenta e um colegas.
- Mais de setenta deputados do Partido Trabalhista já pediram a renúncia imediata ou um cronograma de saída; Miatta Fahnbulleh foi a primeira a se demitir; Wes Streeting e Angela Rayner são citados como potenciais concorrentes, e o prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, tem apoio, mas precisaria ser MP para concorrer.
- O contexto inclui derrotas eleitorais recentes, com a perda de cerca de 1.500 vereadores, a saída do poder no País de Gales e o pior resultado no ParlamentoEscocês; a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA também é citada como controvérsia.
O primeiro ministro britânico, Sir Keir Starmer, participa hoje de reunião semanal de gabinete para tratar da crise de liderança no Partido Trabalhista. A reunião ocorre em meio a críticas internas e pressão de ministros para que ele apresente um cronograma de saída do cargo.
Shabana Mahmood, secretária de Interior, está entre os membros do governo que pedem um chart de saída. Starmer disse aos ministros que o país espera que o Labour governe, desafiando eventuais adversários a formalizarem uma candidatura. Até o momento, nenhum deputado abriu oficialmente uma disputa formal.
Não houve lançamento formal de candidatura a liderança, que exigiria 81 endossos de parlamentares, conforme regras do partido. O tamanho do movimento interno já aponta para uma tensão considerável dentro do Labour.
Situação no partido
Mais de 70 deputados do Labour já pediram publicamente a renúncia de Starmer ou a apresentação de um cronograma de saída. Miatta Fahnbulleh foi a primeira secretária de governo a deixar o cargo recentemente.
O Health Secretary Wes Streeting e a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner aparecem como prováveis desafiantes entre os MPs. O prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, também tem apoio, mas precisaria tornar-se deputado para concorrer, o que alongaria o processo.
Desdobramentos e contexto
Um discurso apressado de Starmer, feito na segunda-feira, visava consolidar a posição, mas repercutiu de forma negativa entre os parlamentares. A dispersão cresce após as eleições locais de última semana, nas quais o Labour perdeu quase 1.500 cargos, além de ter perdido o poder no País de Gales e ver o pior resultado no Parlamento Escocês.
As eleições foram vistas como teste importante para a liderança de Starmer, em meio a sondagens desfavoráveis e ao debate sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, que gerou questionamentos sobre o julgamento do premiê.
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