- STF, por unanimidade, autorizou o retorno do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, ao cargo.
- Manga ficou afastado por 145 dias por medida cautelar do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sem acesso a edifícios oficiais.
- Em fevereiro, ele foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações, na operação Copia e Cola da Polícia Federal.
- O relator, ministro Nunes Marques, disse que as evidências não justificam a continuidade da medida e que houve violação à soberania popular e à estabilidade institucional.
- Manga celebrou o retorno nas redes sociais, ressaltando que o contrato do Serviço Autônomo de Água e Esgoto não envolve o Executivo municipal e não estaria ligado ao suposto esquema.
O STF confirmou por unanimidade o retorno de Rodrigo Manga à prefeitura de Sorocaba (SP). A decisão ocorreu após o plenário virtual encerrar o julgamento, nesta segunda-feira, 11. Manga havia sido afastado por medida cautelar.
O afastamento ocorreu por 145 dias, determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Durante o período, ele ficou proibido de acessar edifícios oficiais da prefeitura. A fundamentação foi o risco de atrapalhar as investigações em andamento.
Em fevereiro, Manga foi denunciado pela Procuradoria Regional da República, em meio à operação Copia e Cola da PF. A denúncia envolve organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato, contratações ilegais e fraudes em licitações vinculadas à saúde municipal.
O relator do caso, ministro Nunes Marques, teve o voto seguido pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Gilmar Mendes e Luiz Fux. O ministro sustentou que as evidências apresentadas não justificam mantê-lo afastado, destacando possível violação à soberania popular e à estabilidade institucional.
Após o retorno, Manga comemorou em redes sociais. Em vídeo, ele tratou o momento como justiça corrigindo injustiça. Em postagem seguinte, publicou celebração com bolo e confetes, afirmando que manteve a confiança na Justiça e no povo.
O caso ganhou o apelido de “prefeito tiktoker” pela atuação nas redes sociais, que lhe conferiu reconhecimento nacional antes das investigações. A defesa de Manga nega as acusações presentes na denúncia.
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