- Temer, em Nova York, durante o Fórum VEJA Brazil Insights, pediu menos barulho em torno do Supremo Tribunal Federal e mais diálogo entre os Poderes.
- Disse que o STF deve decidir rapidamente sobre debates de constitucionalidade, mas que transformar cada discussão institucional em confronto público aumenta a divisão.
- Atribuiu parte do protagonismo da Corte à Constituição de mil novecentos e oitenta e oito, criada com ampla proteção de direitos, e explicou que tudo acabou indo para o STF.
- Defendeu o fortalecimento do Congresso Nacional e afirmou que Legislativo e Executivo, juntos, são essenciais para governar, não considerando a independência legislativa como ameaça.
- Criticou medidas sem articulação política, citando o caso do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e disse que reformas estruturais avançam com negociação política e consenso.
O ex-presidente Michel Temer defendeu nesta terça-feira, 12, no Fórum VEJA Brazil Insights Nova York, a redução da tensão política em torno do STF e o fortalecimento do diálogo entre os Poderes. A fala ocorreu em Nova York, com foco na estabilidade institucional do Brasil.
Temer afirmou que o Brasil precisa diminuir o barulho em torno do STF e acompanhar com mais serenidade as discussões sobre constitucionalidade de temas recentes. Segundo ele, o confronto público prolongado agrava as divisões no país.
Contexto institucional e avaliação sobre o STF
O ex-presidente disse que parte da atual atuação do STF decorre da Constituição de 1988, na qual participou da Constituinte. Ao ampliar direitos sociais, trabalhistas e civis, teriam surgido grandes conflitos políticos para análise da Corte, que, na visão dele, guarda a Constituição.
Temer também ressaltou a importância do fortalecimento do Congresso Nacional e afirmou que o Legislativo não representa ameaça institucional, desde que haja cooperação com o Executivo. A frase sugeriu que a governação depende da soma entre os dois poderes.
Diálogo entre governo, Congresso e Judiciário
O ex-presidente criticou medidas do governo federal sem articulação política prévia, citando o caso do IOF como exemplo de conflito sem diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Ele indicou que reformas estruturais avançam com negociação e construção de consenso. O tema central foi a necessidade de responsabilidade institucional e diálogo entre as esferas.
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