- Donald Trump viajará a Pequim para reunião de dois dias com o presidente Xi Jinping, buscando manter a trégua comercial e tratar questões como Irã, Taiwan e cadeias de suprimento globais.
- O conflito iraniano pode trazer tensões, com Washington buscando apoio da China para convencer Teerã a reabrir o estreito de Ormuz e encerrar o conflito.
- Na pauta, Xi provavelmente pedirá contrapartidas, especialmente sobre Taiwan, com a China defendendo a ideia de limitar ou atrasar vendas de armas à ilha.
- O encontro sucede a uma pausa nas tarifas entre os dois países em 2025; em fevereiro do ano passado, Trump impôs tarifas de vinte por cento à China, que respondeu com sobretaxas sobre carvão, gás natural liquefeito, petróleo e máquinas agrícolas.
- A programação inclui visita ao Templo do Céu, jantar de estado e um encontro de chá entre os líderes, com Trump destacando que a defesa de Taiwan continuará na agenda.
Donald Trump viajará a Pequim para uma cúpula com Xi Jinping, em meio a uma trégua comercial ainda frágil e a tensões sobre Irã, Taiwan e cadeias globais de suprimento. O encontro ocorre em um momento de negociações delicadas entre os dois países.
O governo norte-americano busca manter a trégua de tarifas iniciada após embates de 2025 e manter a pressão sobre questões estratégicas. Pequim, por sua vez, pode exigir contrapartidas, principalmente em relação a Taiwan.
A viagem está prevista para a capital chinesa nas próximas horas, com uma agenda que inclui reuniões bilaterais, um jantar de Estado e momentos de aproximação entre os líderes. A visita marca a primeira passagem de Trump a China em quase uma década.
Contexto regional e estratégico
Analistas apontam que o Irã pode representar um ponto sensível no diálogo, dado o envolvimento da China com o regime iraniano. A procura por acordos para facilitar o estreitamento de vias comerciais também figura entre os temas centrais.
Taiwan surge como uma pauta crítica para Pequim, que classifica a ilha como parte de seu território. Espera-se que a China exerça pressão para limitar ou adiar o apoio americano à defesa de Taiwan, conforme destacados analistas.
Histórico recente de tensões comerciais
O ciclo de tensões comerciais entre as duas nações já provocou medidas recíprocas. Em 2024, os EUA impuseram tarifas sobre importações da China; a resposta chinesa incluiu tarifas sobre carvão, LNG, óleo e equipamentos agrícolas. A última reunião entre os líderes, em outubro, interrompeu uma onda de tarifas mútuas.
Trump afirmou que a defesa de Taiwan estará na pauta da cúpula, lembrando que manter o compromisso dos EUA com a defesa da ilha é uma posição de longa data. O tom das negociações sugere que as lideranças buscarão reduzir atritos e avançar em temas econômicos.
A agenda publicada indica que Trump deverá desembarcar amanhã à noite em Pequim, para um encontro de dois dias. Além das sessões formais, o roteiro prevê visitas culturais e eventos oficiais, encerrando com o retorno ao país de origem.
Entre na conversa da comunidade