- Romeu Zema (Novo) voltou a criticar o STF, afirmando que “árvore podre não fica de pé muito tempo” e que o vento pode derrubar ministros.
- Ele aposta em grande renovação no STF em outubro, com o vencedor das eleições indicando, ao menos, três novos integrantes para a Corte.
- O ex-governador defende mudanças, como idade mínima de sessenta anos para magistrados, e participação de outras instituições na indicação, como Ministério da Justiça, STJ e CNJ.
- Também pediu o fim de decisões monocráticas, citando o julgamento da Lei da Dosimetria e sugerindo impeachment de ministros caso haja apoio da Câmara.
- Sobre o Banco Master, afirmou que é “ponta do iceberg” e que mais delações devem surgir; negou ter recebido convite para vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, voltou a criticar o STF nesta terça-feira, durante evento do grupo Lide em Nova York. Ele afirmou que decisões recentes da Corte podem cair diante de um “vento certo” e citou uma renovação prevista para outubro.
O ex-governador disse que o STF abriga “árvores podres” que podem ruir com pressões políticas, ao mencionar o veto do Senado ao nome de Jorge Messias para a Corte. Segundo ele, mudanças significativas devem ocorrer na composição do tribunal nos próximos anos.
Zema manteve o tom de alerta ao falar sobre renovação no STF, associando-a a resultados eleitorais. Ele indicou que o vencedor das eleições poderá indicar ao menos três ministros, para substituir integrantes que se aposentarão até 2030.
Ele defendeu propostas para a Corte, como idade mínima de 60 anos para magistrados e participação de outras instituições na indicação, como o Ministério da Justiça, o STJ e o CNJ. Também sugeriu o fim de decisões monocráticas para ampliar a deliberação colegiada.
Sobre o caso Banco Master, Zema afirmou que as informações apresentadas até o momento representam apenas a ponta do iceberg, com delações e investigações em andamento. Não citou nomes específicos de investigados além de menções a possíveis novos desdobramentos.
O ex-governador negou ter recebido convite para compor a chapa de Flávio Bolsonaro e reiterou que manterá sua pré-candidatura até o fim do processo. Não houve confirmação de alianças formais nesse momento.
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