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Acusa desembargador de trocar quadriciclo por sentença; caso vai ao CNJ

CNJ investiga desembargador do Paraná por suposta venda de sentença em troca de quadriciclo de 62 mil

Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná, é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça
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  • CNJ abriu investigação para apurar se desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná, vendeu uma decisão em troca de um quadriciclo de R$ 62 mil.
  • A apuração parte de uma investigação particular da Construtora Zoller Ltda., que aponta suposto lobby envolvendo o filho do magistrado e um advogado.
  • O advogado Michel Guerios Netto seria o responsável pela negociação, e Alexandre Jorge, filho do desembargador, teria participado da compra.
  • Indícios apontam que o pagamento inicial foi de R$ 52 mil, com troca de modelo para um quadriciclo azul e diferença de R$ 10,5 mil paga pelo filho; notas fiscais mostram o mesmo bem em nome de Alexandre.
  • Além do caso do quadriciclo, a construtora cita outras irregularidades possíveis no gabinete, como rapidez incomum de julgamentos e reabertura de discussões já encerradas, e afirmou que o relatório é informativo, não substituindo as autoridades competentes.

O Conselho Nacional de Justiça abriu uma investigação para apurar se um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná teria vendido uma decisão em troca de um quadriciclo de 62 mil reais. A apuração foi iniciada após uma construtora apresentar uma apuração particular sobre suposto lobby no gabinete.

A empresa Zoller Ltda afirma que o esquema envolveu o filho do magistrado e um advogado. Segundo o material apresentado, Michel Guerios Netto negociaria a compra da decisão e teria adquirido o quadriciclo com dinheiro vivo.

Conforme o relatório, o filho do desembargador, Alexandre Jorge, estaria envolvido em pelo menos 11 processos na 17ª Câmara Cível. O documento aponta conflito de interesses e aponta possível favorecimento em votações.

A construtora sustenta que a negociação começou com pagamento inicial de 52 mil reais pela compra do quadriciclo vermelho. Depois, houve troca para um modelo azul, com diferença de 10,5 mil reais paga pelo próprio filho.

Relatórios indicam que as notas fiscais foram emitidas na época em que o desembargador proferiu voto favorável ao cliente do advogado. Também há registro fotográfico do neto do magistrado com o veículo.

Julgamento e outros indícios

A empresa aponta ainda que o desembargador anulou decisões unânimes ao apresentar voto divergente, e que houve tramitação rápida dos recursos, com conclusão em seis dias. Alegam possível quebra da ordem cronológica de casos.

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