- O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp rejeitou, nesta quarta-feira, treze, o pedido de suspensão de trinta dias do mandato do deputado Lucas Bove (PL).
- A decisão foi de cinco votos a dois, rejeitando o parecer do relator Emídio de Souza (PT), que recomendava a suspensão.
- A nova sanção pode ser apresentada na próxima semana pelo deputado Eduardo Nóbrega (MDB).
- Segundo o relatório, houve agressões durante a 34ª Sessão Extraordinária, em dois de setembro de dois mil e vinte e cinco, com elevação de tom, interrupções, aproximação inadequada, gestos exaltados e ataque verbal.
- Bove afirmou que as falas estavam protegidas pela imunidade parlamentar e que o episódio foi parte de um embate político, sem intenção de constranger por ser mulher; há ainda outras duas representações no Conselho ligadas a violência doméstica contra a ex-mulher, Cíntia Chagas, que tem sete milhões e seiscentos mil seguidores.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp rejeitou o pedido de suspensão de 30 dias do mandato do deputado Lucas Bove (PL). A decisão ocorreu nesta quarta-feira, em São Paulo, envolvendo acusações de violência política de gênero contra a deputada Mônica Seixas (Psol,). O episódio ocorreu dentro da Assembleia.
Segundo o relatório, as ações foram registradas na 34ª Sessão Extraordinária, em 2 de setembro de 2025. Bove teria elevado o tom, interrompido a fala de Seixas, aproximado-se de forma inadequada, feito gestos exaltados e batido na mesa, com necessidade de intervenção de terceiros.
O parecer do relator, Emídio de Souza (PT), indicava suspensão de 30 dias, mas foi rejeitado por 5 votos a 2. Eduardo Nóbrega (MDB) deverá apresentar nova proposta de punição na próxima semana, segundo a avaliação do colegiado.
Contexto no Conselho de Ética
Além do caso envolvendo Mônica Seixas, há outras duas representações contra Bove no Conselho. Os processos acompanham a situação jurídica do deputado em relação a violência doméstica, registrada em 2024 na Justiça de São Paulo.
Segundo a defesa de Bove, as falas ocorreram em meio a um embate político comum ao ambiente legislativo, com imunidade parlamentar alegada para justificar as atitudes. Os advogados destacam a ausência de intenção de constranger a deputada por seu gênero.
Cíntia Chagas, ex-mulher de Bove, registrou boletim de ocorrência em 4 de setembro de 2024, por violência psicológica e ameaça. O casal havia se separado em agosto de 2024, e Cíntia tem forte atuação nas redes sociais.
Entre na conversa da comunidade