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Almirante afirma que estar preparado para guerra fortalece resposta a desastres

Marinha, BNDES e setor privado reforçam prontidão ante guerras e desastres, com IA, sensores, drones e recursos de R$ 28 bilhões para atuação rápida

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  • Durante o São Paulo Innovation Week, o almirante Carlos Chagas afirma que quanto mais preparados para a guerra, mais eficazes são as ações de resposta a desastres naturais.
  • A Marinha investe em IA, sensoriamento remoto e drones, entre outras tecnologias, e atuou no auxílio às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul em maio de 2024.
  • A Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida) é parte do eixo estratégico dos fuzileiros navais para defesa do litoral, com atuação em onze eventos climáticos no país nos últimos seis anos.
  • O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estruturou resposta a eventos extremos; atendeu quarenta e seiscentos e quarenta e quatro de quinhentos e noventa e sete municípios do Rio Grande do Sul em 2024, aprovando R$ 28 bilhões, e planeja reservar recursos futuros e firmar cooperações com a Marinha e Cemaden.
  • O presidente do SIMDES afirma que a prontidão é indispensável e ressalta a necessidade de o Brasil antecipar soluções inovadoras para enfrentar desastres, citando a Ucrânia como exemplo.

Durante o São Paulo Innovation Week, o debate ressaltou a importância de manter pronto o setor público e privado diante de guerras e desastres. Participaram membros da Marinha, do BNDES e representantes do setor de defesa. O objetivo é adaptar tecnologia e planejamento a esse novo contexto global. A ideia central é que preparação reduz impactos de eventos extremos.

A Marinha tem investido em inteligência artificial, sensoriamento remoto e drones. A força atuou recentemente no auxílio a vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024, e já participou de respostas a 11 eventos climáticos em seis anos, entre regiões como Serrana do Rio, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins, Bahia e Pernambuco. A atuação integra o eixo da Frida, linha de defesa do litoral brasileiro.

Para analistas, a tendência é usar as Forças Armadas nos estágios iniciais de resposta a desastres naturais, mesmo com ações de preparo urbano. Especialistas destacam a necessidade de manter capacidades para ambientes conflagrados, sem desconsiderar riscos futuros. A ideia é ampliar a visão estratégica de defesa nacional frente a ameaças emergentes.

Resposta rápida

O BNDES também reforçou estruturas para atender eventos climáticos de forma célere. Bruna Casotti, diretora responsável pelo enfrentamento de eventos extremos, disse que as chuvas no Sul mostraram que o atendimento deve ser permanente, não desmobilizado após emergências. O banco já mobilizou R$ 28 bilhões em recursos para 464 dos 497 municípios gaúchos.

Casotti afirmou que o BNDES trabalha para reservar recursos específicos para socorro a populações atingidas por eventos extremos e para ter um catálogo de opções de financiamento disponíveis quando houver desastres. A instituição planeja cooperação com a Marinha e com Cemaden para traçar estratégias de prevenção.

Segundo a executiva, após o episódio gaúcho, o banco criou uma estrutura dedicada a criar protocolos que tornem ações mais rápidas e eficientes. Além disso, há metas de aumentar a atuação de financiamentos para atender necessidades imediatas com agilidade.

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