- Estudantes em greve da USP protestaram na Avenida Paulista nesta quarta-feira (13), cobrando a reabertura das mesas de negociação com a reitoria, encerradas de forma unilateral.
- Entre as reivindicações, está o aumento das bolsas integrais do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe) de R$ 885 para cerca de R$ 1.804 e melhorias nos restaurantes universitários.
- A Universidade informou que não comenta protestos, mas anunciou a criação da Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil.
- O ato saiu da frente do Masp, percorreu a Rua Augusta e seguiu até a Praça Roosevelt, com a Polícia Militar monitorando a marcha e moradores/participantes criticando a atuação policial na ocupação da reitoria.
- A greve começou em 14 de abril, ligada à paralisação dos servidores que reivindicavam uma gratificação de R$ 4.500; após acordo com a reitoria, os trabalhadores encerraram o movimento, mas os discentes permanecem mobilizados.
Os estudantes grevistas da USP realizaram protesto na Avenida Paulista nesta quarta-feira (13), contra o fim das mesas de negociação com a reitoria, que, segundo eles, teriam sido encerradas de forma unilateral. A manifestação reuniu alunos, com apoio de movimentos sociais, na região da Paulista.
Eles reivindicam melhoria nas condições de permanência na graduação, aumento das bolsas integrais do Papfe de ~R$ 885 para ~R$ 1.804, e investimentos na qualidade dos restaurantes universitários. Parte das pautas envolve políticas de cotas e moradia estudantil.
O ato saiu do Masp, seguiu pela Avenida Paulista, desceu pela Rua Augusta e terminou na Praça Roosevelt. A Polícia Militar acompanhou a marcha.
Ação da universidade e participação pública
A USP informou por e-mail que não comenta protestos, mas publicou no site a criação da Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil. A instituição não detalhou cronograma.
Durante a mobilização, participaram representantes do Diretório Central dos Estudantes e políticos de esquerda, como a deputada Samia Bomfim (PSOL-SP) e os deputados Guilherme Cortez (PSOL) e Esuardo Suplicy (PT). Eles cobraram retorno ao diálogo.
A universidade já havia indicado que não havia sido informada pela PM sobre a operação que, na madrugada de domingo anterior, desocupou a ocupação da reitoria com uso de bombas, gás e força policial. O governador afirmou que a operação ocorreu dentro da legalidade.
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