- Áudios e mensagens vazados mostram Flávio Bolsonaro pedindo patrocínio privado para um filme sobre Jair Bolsonaro, com repasse estimado de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões).
- Registros indicam que veio o compromisso de transferir US$ 24 milhões para a produção, com parte das movimentações ocorrendo entre fevereiro e maio de 2025, via o fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, envolvendo Daniel Vorcaro.
- Em 8 de setembro de 2025, Flávio enviou áudio cobrando parcelas atrasadas do patrocínio, destacando que atrasos poderiam trazer consequências negativas para a produção e citando figuras do cinema americano.
- Imagens geradas por inteligência artificial com Romeu Zema circularam nas redes, associadas ao conteúdo do áudio e ao caso.
- Em resposta, Flávio Bolsonaro pediu a instalação de uma CPI do Banco Master, afirmou que o patrocínio seria privado e sem verba pública, e negou ter recebido dinheiro ou vantagens; o ex-banqueiro Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 na operação Compliance Zero.
O áudio e as mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganharam as redes nesta quarta-feira (13.mai.2026). O material aponta que Vorcaro se propôs a transferir US$ 24 milhões para financiar o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O valor equivale a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época.
As tratativas indicam que o dinheiro seria destinado ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente. A divulgação ocorreu após veículos obterem mensagens e áudios, que circulam em plataformas digitais desde ontem.
A sessão pública de conteúdo cita que o repasse foi confirmado por Vorcaro ao longo de conversas com Flávio. Em paralelo, imagens de autoria de inteligência artificial mostraram Romeu Zema em uniformes da seleção brasileira, circulando nas redes.
O áudio do dia 8 de setembro de 2025 traz Flávio cobrando parcelas em atraso para a produção. O senador menciona consequências negativas caso o pagamento não fosse efetuado, citando nomes da equipe de produção.
Entenda o caso
As tratativas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro começaram em dezembro de 2024. Thiago Miranda, então proprietário do Portal Leo Dias, atuou como intermediário. Miranda informou que o senador queria discutir financiamento e publicidade.
O primeiro encontro ocorreu em 11 de dezembro de 2024, na casa de Vorcaro, em Brasília. De fevereiro a maio de 2025, Vorcaro transferiu US$ 10,6 milhões, equivalentes a cerca de R$ 61 milhões, via Entre Investimentos e Participações.
As remessas foram enviadas ao Havengate Development Fund LP, com sede no Texas. Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, figura entre os agentes do fundo.
No dia 16 de novembro de 2025, Flávio chamou Vorcaro de “irmão” em mensagem. No dia seguinte, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na operação Compliance Zero.
Contatos e respostas
O Poder360 tentou ouvir Thiago Miranda, a defesa de Vorcaro e o Grupo Entre, sem sucesso até a publicação. O texto será atualizado caso haja novos posicionamentos.
Flávio Bolsonaro divulgou nota reiterando que não houve pagamentos ou vantagens. Defendeu a criação de uma CPI do Banco Master para apurar o caso, dizendo tratar-se de financiamento privado para filme privado.
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