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Áudios de Flávio Bolsonaro e Vorcaro derrubam Ibovespa; mercado teme desfechos

Áudios que ligam Flávio Bolsonaro a Vorcaro derrubam a bolsa e elevam a incerteza sobre ajuste fiscal de 2027, com o dólar próximo de R$ 5

Áudios entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro derrubam a bolsa, mas mercado teme o que vem depois — Foto: Daniel Cole / File Photo / Reuters
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  • O Ibovespa caiu 1,8%, para 177 mil pontos; na semana, queda de 3,8% e no mês, -5,46%, com ganhos no ano até então em queda para 9,9%.
  • O dólar à vista disparou 2,3%, a R$ 5, e o mercado acompanha alta do câmbio após a publicação dos áudios e mensagens.
  • As conversas associam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado a aportes para financiar o filme Dark Horse, o que gerou volatilidade e elevou a aversão a risco.
  • O mercado teme o enfraquecimento do principal opositor de Lula e a possibilidade de um ajuste fiscal menos rigoroso em 2027, elevando juros futuros (DI) e pressionando setores sensíveis a crédito.
  • O giro financeiro do dia ficou em R$ 29,1 bilhões, cerca de 60% acima da média; o ambiente externo, com olhos na cúpula EUA-China, também influencia o humor financeiro local.

O Ibovespa abriu o dia em queda e caiu 1,8%, fechando aos 177 mil pontos. Na semana, a banca acumula 3,8% de recuo e, no mês, 5,46%. No ano, os ganhos já cederam para 9,9%.

A influência veio de áudios e mensagens publicados pelo The Intercept Brasil, que envolvem Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas ligam o senador a aportes para financiar o filme Dark Horse.

O tom geral do mercado é de apreensão diante da possível fraqueza da candidatura favorita da Faria Lima. A leitura é de maior incerteza quanto ao ajuste fiscal esperado para 2027 e ao posicionamento de políticas públicas.

Impacto no mercado

O dólar abriu com alta maior e avançou 2,3%, a R$ 5,00. O movimento veio após a divulgação dos áudios, amplificando a aversão a risco no curto prazo. O DI de janeiro de 2027 subiu de 14,13% para 14,21% ao ano.

Entre os ativos, setores sensíveis a juros, como bancos e imobiliário, registraram recuos mais fortes. Especialistas apontam que a incerteza eleitoral tende a manter elevada a percepção de risco fiscal.

Tendências e contexto

O mercado já considerava a hipótese de um governo de oposição mais alinhado a reformas fiscais. Com a queda de confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro, o cenário de 2027 passa a exigir nova avaliação de cenários e de juros.

Especialistas destacam cautela sobre a veracidade dos áudios e apontam que o The Intercept Brasil não é tendência de massa. Ainda assim, o impacto no preço dos ativos refletiu a percepção de risco político.

O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 29,1 bilhões, acima da média recente. O dia mostrou que fluxos estrangeiros e a narrativa de ajuste fiscal caminham juntos na percepção de risco do mercado.

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