- Cabo Gilberto Silva afirma que a bancada oposicionista continuará pressionando pela aprovação da PEC da Anistia e participará das negociações sobre o fim da escala 6×1.
- A oposição mantém duas frentes para a anistia aos envolvidos em 8 de janeiro: a Proposta de Emenda à Constituição e o projeto de Zé Trovão (PL-SC).
- O líder diz que a PEC teria mais força jurídica por estar na Constituição, mas reconhece maior dificuldade de aprovação; o PL tramita de forma mais simples.
- Sobre a dosimetria, ele classifica a lei como alívio, mas mantém a defesa de anistia geral e irrestrita.
- Em relação à escala 6×1, admite avanços nas negociações com o relator, cita um período de transição de seis a dez anos e afirma que a oposição não pode rejeitar medidas apenas por virem do governo.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou nesta quarta-feira (13/5) que a bancada oposicionista continuará pressionando pela aprovação da PEC da Anistia e participará das negociações sobre o fim da escala 6×1 no Congresso. O posicionamento foi feito durante café da manhã com jornalistas.
Segundo o deputado, a oposição mantém duas frentes para obter a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro: a Proposta de Emenda à Constituição e o projeto apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC). Ele disse que “a gente vai em todas as frentes de batalha”.
A PEC, explicou, teria respaldo jurídico maior por estar na Constituição, embora reconheça maior dificuldade de aprovação. O PL seria tramitação mais simples no Congresso. Sobre o Inquérito das Fake News, Cabo Gilberto classificou as investigações como “farsa” e afirmou defender uma anistia geral irrestrita.
Anistia e debate sobre dosimetria
O parlamentar informou que a dosimetria é um “alívio”, mas que a oposição continuará defendendo a anistia total independentemente de valer. Disse que o objetivo é garantir uma amnistia ampla e irrestrita.
Ao tratar da escala 6×1, ele afirmou que a oposição não apoiará integralmente a proposta do governo, mas que há avanços nas negociações com o relator para uma transição. O foco é um texto que não prejudique trabalhadores nem o setor produtivo.
Cabo Gilberto revelou ainda que a discussão sobre o período de transição envolve entre seis e 10 anos, com possibilidade de ajustes. Questionado sobre impacto eleitoral, disse que não se pode rejeitar medidas apenas por serem defendidas pelo governo.
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