Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Caso Master: Ciro Nogueira diz sofrer perseguição política

Senador Ciro Nogueira nega irregularidades e diz sofrer perseguição política, enquanto PF aponta emenda que favorecia o Banco Master e propina

Ciro disse que acusações são "roteiro absurdo de ficção" - (crédito: Lula Marques/ Agência Brasil)
0:00
Carregando...
0:00
  • O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, contesta as acusações da Polícia Federal sobre fraudes do Banco Master, dizendo ter sofrido perseguição política e que nunca recebeu valor ilícito.
  • A PF aponta que ele tentou ajudar os interesses do dono do banco, Daniel Vorcaro, ao apresentar uma emenda que aumentou a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão; mensagens indicam celebração de Vorcaro e possível propina de R$ 300 mil a R$ 500 mil.
  • Nogueira afirmou que a emenda não foi publicada exatamente como recebida e criticou a fiscalização, destacando que o FGC é um fundo privado e não atualizável há mais de uma década.
  • Aliados defendem o senador, com o líder do Partido Liberal na Câmara ressaltando a presunção de inocência e a necessidade de ampla defesa; ele também observou que Nogueira, embora se apresente como oposição, vota com o governo em várias ocasiões.
  • No Senado, cresce a pressão por CPI ou CPMI para investigar o caso; parlamentares discutem a leitura formal do requerimento, enquanto a demora gera críticas tanto da oposição quanto de aliados do governo.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o senador Ciro Nogueira (PI) negando ter recebido valores ilícitos e afirmando ser alvo de perseguição política. A declaração ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes envolvendo o Banco Master.

A PF apura que Nogueira usou o mandato para defender os interesses do dono do Master, Daniel Vorcaro. A investigação aponta a apresentação de uma emenda para ampliar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, texto elaborado pela assessoria do banco.

Constatações indicam que Vorcaro comemorou a aprovação da emenda, dizendo que o texto saiu exatamente como ele mandou. A PF investiga possível pagamento de propina ao senador, com relatos de uma mesada entre R$ 300 mil e até R$ 500 mil.

Nogueira também diz que a proposta não foi publicada exatamente como recebida, e ressalta que o FGC é um fundo privado e não é atualizado há anos. O senador acusa falta de fiscalização como principal entrave.

A defesa do senador envolve críticas à atuação do Banco Central e ao presidente da República na indicação de diretores, afirmando que a fiscalização deve ocorrer por órgãos competentes.

Defesa e reação

Aliados defendem Nogueira. Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, pediu respeito à presunção de inocência. Ele afirmou que o caso merece investigação com ampla defesa.

O parlamentar também disse manter boa relação com Nogueira e negou afastamento político após a operação. Ele avaliou, porém, que o senador às vezes vota em alinhamento com o governo Lula.

O caso intensifica a pressão por uma CPI ou CPMI no Senado para apurar o Banco Master e possíveis vínculos entre executivos e agentes públicos. A ideia ganhou apoio entre algumas lideranças, mas ainda depende de leitura formal no Congresso.

Parlamentares discutem a leitura do requerimento no Congresso, o que pode viabilizar a instalação da CPMI. A demora é motivo de críticas tanto da oposição quanto de parte da base governista favorável às investigações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais