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CNJ suspende concurso do TJ-CE por suspeita de IA na correção

CNJ mantém suspensão do concurso do TJ/CE por indícios de uso de IA na correção de provas discursivas; TJ terá quinze dias para detalhar critérios de avaliação

CNJ mantém suspenso concurso do TJ/CE após indícios de IA na correção de provas.
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  • CNJ manteve a suspensão do concurso do TJ do Ceará para juiz auxiliar por indícios de uso irregular de inteligência artificial na correção de provas discursivas.
  • decisão ocorreu por unanimidade na 7a sessão do CNJ e estabeleceu prazo de quinze dias para o tribunal detalhar os critérios usados na avaliação.
  • o caso chegou ao CNJ por meio de uma candidata do concurso 91/2025, que pediu mais clareza nos parâmetros de correção e afirmou que espelhos de avaliação são pouco objetivos.
  • a conselheira relatora apontou indícios de IA, como elevado número de notas idênticas, ausência de escalonamento e a redação do espelho de correção, mantendo dúvidas sobre a regularidade do certame.
  • o CNJ determinou encaminhar o caso ao Comitê Gestor de Inteligência Artificial do Judiciário para análise técnica e citou a necessidade de transparência prevista na resolução CNJ 615/25.

O plenário do CNJ manteve, por unanimidade, a suspensão do concurso público do TJ/CE para juiz auxiliar, por indícios de possível uso irregular de inteligência artificial na correção das provas discursivas. A decisão ocorreu na 7ª sessão Ordinária do Conselho, na terça-feira, 12 de maio. O tribunal terá 15 dias para apresentar informações detalhadas sobre os critérios de correção adotados no certame.

A conselheira relatora Daiane Lira já havia concedido liminar, que foi confirmada pelo plenário. Os fundamentos apontam para a necessidade de transparência e de evitar prejuízos aos candidatos enquanto as dúvidas sobre a correção são verificadas. O CNJ destacou que a resolução que regula o uso de IA no Judiciário exige supervisão humana e governança adequada.

O caso chegou ao CNJ por meio de uma representação de uma candidata do concurso 91/2025 do TJ/CE. Ela contestou a clareza dos parâmetros usados pela banca para corrigir as provas discursivas, afirmando que o espelho de correção não detalhava os fundamentos para a pontuação máxima. Outros tribunais costumam divulgar espelhos de correção mais objetivos.

A analise inicial considerou também que dois outros candidatos apresentaram questionamentos semelhantes. A conselheira citou indícios que levantaram dúvidas sobre a possibilidade de uso inadequado de IA no processo de avaliação. Entre os sinais mencionados estão o elevado número de notas idênticas, a ausência de escalonamento e a redação do espelho de correção.

Daiane Lira destacou que as informações apresentadas pelo TJ/CE até o momento não afastaram as dúvidas levantadas no procedimento. Segundo a conselheira, concursos para ingresso na magistratura exigem transparência absoluta e ausência de dúvidas razoáveis sobre os procedimentos adotados pelo tribunal.

Ao final, a relatora determinou o encaminhamento do caso ao Comitê Gestor de Inteligência Artificial do Judiciário para análise técnica sobre o possível uso irregular de IA em concursos promovidos pelo Poder Judiciário. O CNJ também manteve a suspensão até o esclarecimento dos critérios de avaliação.

Questionamentos sobre a correção das provas

  • O que motivou a suspensão foi a necessidade de esclarecer os critérios de correção das provas discursivas.
  • O TJ/CE tem 15 dias para apresentar detalhes sobre a metodologia de avaliação adotada no certame.
  • A decisão reforça a exigência de transparência em concursos da magistratura e de supervisão humana sobre ferramentas automatizadas.

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