- A coalizão que sustenta o governo de Binyamin Netanyahu propôs dissolver o Knesset, o Parlamento de Israel, o que pode antecipar as eleições.
- A primeira votação sobre a dissolução deve ocorrer na próxima semana, mas o texto ainda precisa passar por comissões e votações adicionais.
- A iniciativa surgiu após o partido ultraortodoxo Degel HaTorah pressionar pela dissolução, em resposta à rejeição de isentar jovens ultraortodoxos do serviço militar.
- Líderes da oposição, incluindo Yair Lapid, indicaram alinhamento com Naftali Bennett para o pleito, formando uma aliança chamada Juntos.
- Pesquisas recentes indicam vantagem da oposição em futuras eleições, embora a formação de maioria contra Netanyahu dependa de alianças, inclusive com partidos árabes.
A coalizão que sustenta o governo de Binyamin Netanyahu em Israel propôs nesta quarta-feira a dissolução do Knesset, o Parlamento do país, em movimento que antecipa as eleições. A medida depende de várias votações e da aprovação de comissões antes de entrar em vigor.
A iniciativa surgiu após o partido ultraortodoxo Degel HaTorah sinalizar, na terça, que pressionaria pela dissolução após o governo ter rejeitado o alívio de jovens ultraortodoxos no serviço militar. A manobra visa, entre outros aspectos, controlar o andamento de propostas que já enfrentavam resistência de aliados.
A proposta, encaminhada pela presidência do Knesset, deve ter a primeira votação na próxima semana, mas requer novas votações e a passagem por comissões. O objetivo é definir oficialmente a dissolução e a data das próximas eleições.
Ao mesmo tempo, líderes da oposição sinalizam alinhamentos para o pleito. Yair Lapid afirmou que, com Naftali Bennett, está preparado para concorrer; a aliança anunciada entre eles, denominada Juntos, reforça a ofensiva contra Netanyahu.
Previamente, a imprensa local reportou que a coalizão governista já havia retirado da agenda várias propostas de lei previstas para os próximos dias, reduzindo a atividade legislativa no curto prazo. Pesquisas recentes indicam vantagem da oposição em cenários de pleito.
Apesar disso, há resistência entre opositores em manter alianças com partidos árabes, o que dificulta a formação de uma maioria anti-Netanyahu no parlamento, segundo análises de observadores. O cenário permanece marcado por tensões e negociações entre blocos.
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