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Combate ao crime organizado eleva tensão em período eleitoral

Plano federal de R$ 11 bilhões combate crime organizado com ênfase em facções, rastreamento de armas e aumento da elucidação de homicídios, diante do medo social

Na imagem, o presidente Lula (PT), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, Paulo Gonet (PGR), o vice-presidente Geraldo Alckmin e secretários de segurança participam da cerimônia de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado
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  • O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com investimento de R$ 11 bilhões, anunciado em 12 de maio de 2026.
  • O plano é estruturado em quatro eixos: asfixia financeira das facções, reforço no sistema prisional, maior elucidação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas.
  • Foram criadas a Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional) e ampliado o Cifra (Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos).
  • O pacote prevê padronização de registros, fortalecimento das polícias científicas, centro nacional de inteligência penitenciária e o Ineh (Indicador Nacional de Elucidação de Homicídios).
  • No combate ao tráfico de armas, estabelece a Renarme (Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas) e a integração de dados entre Exército, Polícia Federal, Receita e polícia estaduais; há riscos relacionados à dependência de estados e ao timing eleitoral.

O governo federal lançou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o programa Brasil Contra o Crime Organizado. O pacote envolve medidas para enfraquecer facções, ampliar o controle de armas e reduzir homicídios, com foco em segurança pública em todo o país. O anúncio ocorreu durante cerimônia com Lula, ministros e autoridades de segurança.

O plano tem investimento estimado em 11 bilhões de reais e apresenta quatro eixos centrais. A primeira etapa visa asfixiar financeiramente organizações criminosas, seguida pelo reforço do sistema prisional, pelo aumento da elucidação de homicídios e pelo enfrentamento ao tráfico de armas.

O lançamento ocorreu no momento em que circula a pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre medo em eleições. O estudo aponta que 96,2% dos brasileiros temem violência, e que 68 milhões reconhecem presença de grupos criminosos em bairros. As respostas destacam impacto direto no cotidiano.

Entre as ações previstas, está a criação da Ficco, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional, para ampliar a coordenação das ações. Também será ampliado o Cifra, o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos, para aumentar a rastreabilidade de recursos.

Outra frente envolve o fortalecimento do sistema prisional. A ideia é padronizar a segurança em unidades estaduais com bloqueadores de celular, revistas modernas e raio-X, além de criar um centro nacional de inteligência penitenciária.

Abertura para mudanças também se dá nos eixos de elucidação de homicídios e de rastreamento de armas. O objetivo é elevar a taxa de resolução de crimes contra a vida, hoje em torno de 36% no Brasil, segundo dados citados pela organização Sou da Paz.

Para o rastreamento de armas, o governo propõe a Renarme, Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, além de operações integradas. A ideia é melhorar a integração de dados entre Exército, Polícia Federal, Receita e polícias estaduais.

Os planos callbacks destacam riscos de implementação. Um deles é a dependência da adesão de governos estaduais, já que parte dos recursos virá via empréstimo do BNDES. Outro desafio envolve o timing, com a eleição a poucos meses de distância.

Autoridades ressaltam que, sem atacar estruturas financeiras do crime, ações paliativas podem falhar. Salas técnicas discutem a entrada em vigor de regulamentações para medir desempenho e cobrar resultados por meio do recém-criado indicador nacional de elucidação de homicídios.

O pacote também enfatiza que, para enfrentar o crime organizado, é essencial alcançar mudanças de curto prazo com planejamento de longo alcance. A expectativa é que o plano ganhe tração institucional até o fim do ano.

Fica a dúvida sobre a efetivação de todas as medidas, bem como a velocidade na qual governos estaduais irão adaptar a coordenação necessária. O governo brasileiro não divulgou, até o momento, datas de implementação detalhadas para cada ação.

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