- A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) virou alvo de áudio divulgado pelo The Intercept Brasil, no qual ele pede financiamento a Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro; Vorcaro teria se comprometido a repassar 24 milhões de dólares, equivalentes a 134 milhões de reais na época, ainda no final de 2025.
- O áudio foi gravado em 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal na investigação sobre fraudes no Banco Master; Flávio enviou mensagem no mesmo dia dizendo: “irmão, estou e estarei contigo sempre”.
- Nesta quarta, Flávio confirmou ter procurado patrocínio privado para o filme biográfico do pai, mas afirmou que não houve dinheiro público envolvido.
- Dark Horse tem direção de Cyrus Nowrasteh, roteiro atribuído a Mário Frias, e elenco internacional com Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro; o elenco inclui Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi.
- O teaser mostra cenas da trajetória de Bolsonaro, incluindo atuação como deputado, casamento com Michelle Bolsonaro e a facada de 2018; as gravações ocorreram principalmente em São Paulo e o filme está em pós‑produção nos Estados Unidos.
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na defensiva nesta quarta-feira, 13, após o portal The Intercept Brasil divulgar um áudio em que o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear despesas de um filme sobre Jair Bolsonaro. O registro sugere que Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (aproximadamente 134 milhões de reais na época) no fim de 2025. No áudio, Flávio cobra o pagamento e chama o empresário de irmão, citando a importância de não atrasar o investimento em meio a negociações com o filme.
O registro foi divulgado pouco antes da prisão de Vorcaro, na mesma data, em uma operação da Polícia Federal que apurava fraudes relacionadas à instituição financeira. Ainda segundo a conversa, Flávio afirma que houve uma liberação para cobrança, destacando que a demora no repasse poderia prejudicar a produção. Em mensagens enviadas no mesmo dia, o senador reforçou a proximidade com Vorcaro e pediu apoio contínuo.
Nesta quarta, Flávio Bolsonaro confirmou ter buscado patrocínio privado para o filme biográfico do pai, sem associar a recursos públicos, e manteve o tom de defesa de que a iniciativa era de natureza privada. Ele afirmou que não houve irregularidades, ressaltando que o projeto tratava de uma produção privada sobre Jair Bolsonaro.
Sobre o filme Dark Horse
O projeto, gravado integralmente em inglês, tem direção de Cyrus Nowrasteh e roteiro, segundo informações disponíveis, assinado por Mário Frias, deputado federal pelo PL-SP e ex-secretário Especial da Cultura no governo Bolsonaro. O elenco internacional inclui Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, além de Lynn Collins e Esai Morales. Felipe Folgosi atua como policial federal no longa.
A produção revelou cenas que retratam a trajetória do ex-presidente, desde sua atuação como deputado até momentos pessoais, casamento com Michelle Bolsonaro e o ataque de 2018 durante a campanha. Mário Frias aparece como médico em uma das cenas, e o autor do atentado, Adélio Bispo, também é retratado no material divulgado. A equipe de produção afirma que Frias contribuiu com a visão criativa e o desenvolvimento do projeto, que busca ampliar o alcance internacional da biografia.
As gravações, conforme o material divulgado, ocorreram majoritariamente em São Paulo, com a participação de Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, conforme aparecem em teasers que acompanham as cenas das filmagens. O filme está em estágio de pós-produção nos Estados Unidos, conforme informações públicas sobre o andamento do projeto.
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