- O deputado estadual Leonardo Siqueira, do Novo, ajuizou ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro pedindo o afastamento de Márcio Pochmann da presidência do IBGE, por suposto conflito de interesses.
- A ação sustenta que Pochmann acumulou cargo estratégico no governo federal com função remunerada no Conselho de Administração da Biomm, empresa do setor farmacêutico.
- A Biomm fornece medicamentos ao SUS e atua em área regulada pela Anvisa; o IBGE produz indicadores usados em políticas públicas e no orçamento federal, que podem impactar o mercado farmacêutico.
- A petição cita crise institucional no IBGE, com manifestações de servidores, exonerações e questionamentos sobre interferência política em dados oficiais.
- Siqueira pede investigação pela Comissão de Ética Pública da Presidência, suspensão de atos ligados ao setor farmacêutico e nulidade de decisões tomadas durante o período de acumulação de cargos.
O deputado estadual Leonardo Siqueira, do Novo, acionou a Justiça Federal do Rio de Janeiro e abriu uma ação popular para afastar Márcio Pochmann da presidência do IBGE. A acusação aponta conflito de interesses entre a liderança do instituto e um cargo no conselho de uma farmacêutica.
Segundo a petição, Pochmann ocupou simultaneamente um cargo estratégico no governo federal e uma função privada remunerada na Biomm, empresa com atuação regulada pela Anvisa e fornecedora ao SUS. A peça sustenta que as atividades privadas envolvem relações com o Poder Executivo.
A ação também destaca a crise institucional vivida pelo IBGE nos últimos meses, com manifestações de servidores, exonerações internas e dúvidas sobre suposta interferência política em dados oficiais. O deputado pede ainda que atos vinculados ao setor farmacêutico sejam suspensos.
O que a ação solicita
A peça requer a abertura de investigação pela Comissão de Ética Pública da Presidência, a suspensão de decisões ligadas à Biomm durante o período de acumulação de cargos e a declaração de nulidade de atos envolvendo Pochmann.
Siqueira afirmou que a acumulação de cargos acumula polêmicas, incluindo acusações de distorções de dados. O parlamentar argumenta que há conflito de interesses que comprometeria a condução do IBGE.
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