- Eduardo Bolsonaro reagiu às críticas de Romeu Zema sobre o suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento de filme biográfico de Jair Bolsonaro.
- Zema classificou as cobranças de Flávio a Vorcaro como “imperdoáveis” e “tapa na cara dos brasileiros de bem”, após divulgar um áudio relacionado ao tema.
- O Intercept Brasil divulgou mensagens entre Flávio e Vorcaro sobre a produção do filme “Dark Horse”, com financiamento estimado em US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões).
- Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, com parte dos recursos vindo de Entre Investimentos e Participações; parte teria ido ao Havengate Development Fund LP, no Texas.
- Além de Eduardo Bolsonaro, o deputado Mário Frias também atuou como intermediário nas tratativas; o senador Rogério Marinho também se pronunciou sobre as declarações.
Eduardo Bolsonaro reagiu às críticas de Romeu Zema sobre o suposto contato entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para o patrocínio de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. A defesa veio após a divulgação de mensagens e áudios que envolvem o tema, pelo Intercept Brasil na quarta-feira (13/5).
O ex-governador mineiro classificou as cobranças feitas por Flávio como imperdoáveis e um tapa na cara dos brasileiros de bem, durante um vídeo divulgado na mesma data. Zema se referia a conversas sobre a produção do longa Dark Horse, com financiamento estimado em US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões).
Flávio Bolsonaro teria pedido recursos a Vorcaro para o filme, segundo o material publicado. Rogério Marinho, aliado, também reagiu, chamando a situação de oportunista. O senador é citado por apoiadores como possível vice em uma chapa presidencial.
Financiamento e envolvidos
Vorcaro investiu cerca de R$ 61 milhões na montagem do projeto, com operações ocorridas entre fevereiro e maio de 2025. O montante pode chegar a R$ 134 milhões, mas não há confirmação de pagamento integral. Parte dos recursos saiu da Entre Investimentos e Participações e foi encaminhada ao Havengate Development Fund LP, nos EUA.
Entidades ligadas ao caso mostram diálogos entre Flávio e Vorcaro sobre a produção, com um áudio de 8 de setembro de 2025 no Intercept. O conteúdo também aponta que o fundo americano é controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Mário Frias atuou como intermediário, conforme apuração.
Entre os envolvidos aparecem Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro, além de ligações com a gestão do banco Master. A divulgação recente vem após a prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e antes da liquidação do banco.
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