- Antigamente, ética e moral eram baseadas na obediência absoluta à autoridade religiosa e política, com punições severas.
- As revoluções inglesa, americana e francesa passaram a tornar o poder político temporário e eleito.
- O Concílio Vaticano II, promovido pelo Papa João XXIII, incentivou diálogo e tolerância entre crenças.
- A religião passou a valorizar a reflexão ética, com debates sobre certo e errado ocorrendo na sociedade, e não apenas pela igreja ou pelo estado.
- A ética contemporânea se associa ao bem, buscando justiça, respeito e humanidade; exemplo citado é a maior abertura para reflexão sobre homossexualidade na Igreja Católica.
Renato Janine analisa como os conceitos de ética e moral mudaram ao longo da história. Antes, a obediência a autoridades religiosas e políticas era a base do certo e do errado. As punições por desvio eram severas e podiam envolver morte ou condenação eterna.
Com a democracia moderna, iniciada pelas revoluções inglesa, americana e francesa, o poder político passou a ter mandato temporário. Igrejas também passaram por mudanças, especialmente após o Concílio Vaticano II, que estimulou diálogo e tolerância entre crenças.
Mudanças na relação entre religião e ética
A visão sobre o que é correto passou a ser debatida pela sociedade, não apenas determinada por autoridades. O debate público ganhou peso na definição de normas morais.
Exemplo de abertura ética na Igreja
Cita-se a evolução da percepção da homossexualidade dentro da Igreja Católica, que passou a favorecer espaço para reflexão e discussão ética.
Ética contemporânea: foco no bem
Janine conclui que a ética atual está ligada ao que promove justiça, respeito e humanidade, não apenas à obediência a dogmas.
Entre na conversa da comunidade