- O GloboNews Debate, na terça-feira (12), contou com Juliano Cazarré, Vera Iaconelli e Ismael dos Anjos para debater o papel dos homens em um cenário de avanços femininos.
- Cazarré abriu críticas a pautas do movimento feminista, mencionou argumentos biológicos sobre diferenças entre cérebros masculino e feminino e disse não se considerar masculinista.
- O ator afirmou que mulheres matam mais homens do que o número de feminicídios, pauta que Ismael dos Anjos corrigiu ao explicar que feminicídio é crime específico por motivos de gênero.
- Vera Iaconelli ressaltou que o debate sobre masculinidade busca entender como padrões de comportamento impactam a violência contra mulheres e incentivou os homens a ouvirem as mulheres.
- A repercussão entre mulheres foi de cautela, com a advogada Maíra Recchia alertando sobre o risco de retrocesso de direitos; Bruna Camilo destacou a necessidade de discutir masculinidade de forma saudável, sem reforçar hierarquias.
O GloboNews Debate desta terça-feira abordou o papel dos homens em uma sociedade que amplia os direitos das mulheres. Juliano Cazarré, Vera Iaconelli e Ismael dos Anjos participaram do programa para discutir masculinidade e mudanças sociais. A fala do ator gerou reação nas redes.
Cazarré foi crítico a pautas do feminismo e citou argumentos sobre diferenças entre cérebros masculino e feminino, além de defender que homens e boys precisam de espaço no debate. Ele afirmou, porém, que não se reconhece como masculinista.
O debate também destacou dados divergentes: Cazarré comparou homicídios de mulheres e feminicídio. Ismael dos Anjos explicou que feminicídio é crime específico ligado ao gênero, e que não se pode igualar as estatísticas de homicídios totais a esse tipo de crime.
> O feminicídio é um crime específico, caracterizado pela morte de uma mulher pela condição de mulher, destacaram os especialistas. Em 2023, foram registradas cerca de 1,5 mil ocorrências, mas o total de homicídios é bem maior, segundo Anjos.
Vera Iaconelli ressaltou que a discussão sobre masculinidade busca entender como padrões de comportamento ajudam a ampliar a violência contra mulheres. Ela chamou atenção para a resistência que alguns homens demonstram ao diálogo, entendendo-o como acusação.
Ela ainda sinalizou que a ideia é convidar à reflexão sobre o papel masculino na sociedade, com foco no cuidado e na escuta às mulheres, para que esse cuidado seja incorporado à masculinidade.
Recepção entre mulheres foi mista. A advogada Maíra Recchia afirmou que o tema tende a soar como retorno de estruturas de poder, o que causa desconfiança entre quem luta por direitos.
Para a pesquisadora Bruna Camilo, o desafio é evitar que o debate socialize uma visão de masculinidade associada a controle e dominação, transformando temas complexos em respostas simples.
Repercussões e caminhos para a discussão
Especialistas destacam a importância de discutir masculinidade de forma saudável, promovendo responsabilidade emocional e desconstrução de padrões violentos. O objetivo é ampliar possibilidades masculinas sem retrocessos.
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