- Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido patrocínio privado de Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro, destacando que é um projeto privado e sem dinheiro público.
- A reportagem do Intercept Brasil mostrou as mensagens entre Flávio e Vorcaro; o Estadão confirmou a autenticidade das mensagens com fontes que acompanham a investigação, parte da apuração da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
- O senador defendeu a instalação da CPI do Banco Master e criticou o governo Lula; disse que não houve dinheiro público nem Lei Rouanet envolvida.
- Segundo Flávio, conheceu Vorcaro em dezembro de 2024 e o contato foi retomado por atraso no pagamento de parcelas de patrocínio; afirmou não ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou promovido encontros fora da agenda.
- Após a divulgação, houve reunião de emergência no QG de sua pré-campanha, em Brasília, com o coordenador Rogério Marinho, o presidente do PL Valdemar Costa Neto e a advogada da equipe; líderes do PL não comentaram inicialmente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter pedido patrocínio privado para a produção de um filme sobre a história de seu pai, Jair Bolsonaro. O pedido foi feito a Daniel Vorcaro, dono do Master, conforme mensagens reveladas pelo Intercept Brasil e verificadas por o Estadão. O parlamentar afirma que não houve uso de dinheiro público nem patrocínio da Lei Rouanet.
Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que a iniciativa foi de um filho buscando apoio privado para um projeto privado, sem relação com o governo ou recursos públicos. Ele esclareceu que o objetivo era financiar o longa dedicado à trajetória do pai. A defesa também ressaltou que não houve promessas de vantagens ou intermediação com o poder público.
A divulgação ocorreu após a Polícia Federal apreender o conteúdo do primeiro celular de Vorcaro na fase inicial da Operação Compliance Zero. As mensagens, segundo o jornal, retratam o contato entre as partes durante o atraso de parcelas de patrocínio para a conclusão do filme. O material envolve conversas sobre financiamento do projeto.
Contexto e desdobramentos
Na mesma nota, Flávio defendeu a instalação de uma CPI do Banco Master, argumentando que é crucial separar possíveis inocentes de eventuais irregularidades. Ele reforçou que suas ações se deram no âmbito privado, sem qualquer participação com o governo federal.
O senador afirmou conhecer Vorcaro desde dezembro de 2024, período anterior a qualquer acusação pública contra o banqueiro. Segundo ele, o contato foi retomado apenas para discutir o atraso de pagamentos de patrocínio e não houve oferecimento de vantagens, encontros fora da agenda ou relações com o governo.
A multidisciplinar do partido, incluindo Rogério Marinho, Valdemar Costa Neto e a advogada da equipe, realizou uma reunião de avaliação no QG da pré-campanha em Brasília após a divulgação das mensagens. Ainda assim, representantes de outros setores do PL disseram não comentar o assunto.
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