- Flávio Bolsonaro confirmou, em nota, ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, negando ter oferecido ou recebido vantagens em troca.
- O senador afirma que o patrocínio seria privado, sem recursos públicos nem Lei Rouanet, e que conheceu Vorcaro em dezembro de dois mil e vinte quatro, após o fim do governo Bolsonaro.
- Conversas de WhatsApp entre dezembro de dois mil e vinte quatro e novembro de dois mil e vinte cinco, reveladas pelo Intercept Brasil, mostram pagamentos e uma planilha indicando que foram transferidos US$ 10,6 milhões de um total de US$ 23,9 milhões.
- Vorcaro foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, no início de março, em investigação que envolve fraudes bancárias, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos; ele negocia delação premiada.
- Na nota, o senador reiterou que não houve cobrança de dinheiro do governo nem intermediação de negócios públicos; o Intercept divulgou as negociações, e Flávio mencionou apoio a uma CPI para investigar o escândalo financeiro, além de dizer, em vídeo, que o filme ficou uma obra-prima.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reconheceu ter procurado dinheiro de Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, seu pai. Segundo nota, o repasse não envolveu vantagens nem uso de recursos públicos. O contato ocorreu após o governo Bolsonaro deixar o Palácio do Planalto.
O material divulgado pelo Intercept Brasil mostra diálogos entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, na véspera da prisão de Vorcaro. Também há comprovantes de pagamento e uma planilha que indica transferência de US$ 10,6 milhões de um total previsto de US$ 23,9 milhões.
Vorcaro foi detido na quarta fase da Operação Compliance Zero, no início de março, em meio a investigações que abrangem fraudes bancárias envolvendo o Master, além de suspeitas de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Ele negocia acordo de delação premiada.
Flávio Bolsonaro afirma que o financiamento foi de natureza privada, sem recurso a leis de incentivo cultural e sem envolvimento com a gestão pública. A nota também nega que haja contatos privados fora da agenda ou intermediação de negócios com o governo.
A reportagem do The Intercept Brasil aponta mensagens em que o senador expressa apoio e solicita apoio financeiro para o filme, que o próprio autor classifica como uma obra.
Na defesa, Flávio relaciona o caso ao que chama de irregularidades associadas ao que denominou “Master” e voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o tema. Em vídeo divulgado nas redes, ele sustenta que o filme já está concluído e classifica a produção como uma obra de destaque.
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