- Foi divulgado um áudio do senador Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
- Flávio negou ter qualquer relação com Vorcaro antes do áudio e afirmou ter tratado apenas da cota de patrocínio para o filme.
- A campanha de Flávio questionou se havia risco de surgir novas evidências que atingissem a candidatura, após a notícia publicada pela Intercept Brasil.
- A estratégia do time de campanha, diante do episódio, passou a defender as investigações e a promover a CPI do Banco Master como resposta.
- Em Florianópolis, Flávio discursou com a camiseta “O Pix é do Lula, o Master é do Lula” e afirmou que o caso envolve pagamento privado para um filme privado, sem dinheiro público ou Lei de incentivos.
O áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro provocou desgaste entre aliados da pré-candidatura do filho do ex-presidente. A gravação circulou após questionamentos sobre possível relação entre o senador e Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo relatos à CNN, Flávio negou repetidamente qualquer vínculo com Vorcaro durante a pré-campanha. A declaração foi feita depois da publicação de uma reportagem do Intercept Brasil, que revelou a existência do áudio.
Em resposta ao material, o senador afirmou que o contato ocorreu apenas para tratar da cota de patrocínio do filme e que não havia risco de novos vazamentos envolvendo a candidatura. A equipe de campanha avaliou a necessidade de evitar impactos políticos.
A gestão da crise na campanha incluiu uma estratégia para defender investigações e reforçar a pauta da CPI do Banco Master, com a distribuição de falas que buscavam descolar o tema da imagem do candidato.
Durante evento em Florianópolis, no último sábado, Flávio usou uma camiseta com a frase O Pix é do Lula, o Master é do Lula, ao discursar sobre o assunto. Em coletiva, ele disse que Lula deveria explicar a presença de Vorcaro no Palácio da Alvorada.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, Flávio afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em 2024, já após o fim do governo Bolsonaro. O senador reiterou que o patrocínio seria privado, não envolveria dinheiro público nem a Lei Rouanet, e defendeu a instalação da CPI do Banco Master.
O senador também afirmou ter procurado apenas a retomada de pagamentos de parcelas de patrocínio para o filme sobre o pai. Segundo ele, não houve oferecimento de vantagens, nem encontros privados fora da agenda, nem intermediação de negócios com o governo.
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