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Frias nega sociedade de Flávio em filme e verba de Vorcaro, apesar de áudio

Frias afirma que Flávio Bolsonaro não é sócio do filme; cedeu apenas direitos de imagem e não houve investimento de Vorcaro

Mário Frias, deputado federal e ex-secretário Especial da Cultura
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  • O produtor executivo Mário Frias, ex-secretário de Cultura, afirmou que Flávio Bolsonaro não tem sociedade no filme Dark Horse nem na produtora; seu papel foi ceder direitos de imagem.
  • Frias diz que Flávio apenas forneceu direitos de imagem da família e que seu sobrenome ajuda a atrair investidores, sem participação societária no projeto.
  • Frias negou que Daniel Vorcaro, empresário do Banco Master, tenha investido na obra, garantindo que não houve qualquer dinheiro envolvido e destacando tratar-se de relação privada entre adultos.
  • O Intercept Brasil publicou mensagens, áudios e documentos que mostram Flávio negociando cerca de US$ 24 milhões para financiar o filme.
  • Flávio Bolsonaro afirmou que o caso tratou-se de um patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, sem dinheiro público nem envolvimento com lei de incentivo, e disse ter conhecido Vorcaro apenas em 2024.

O produtor executivo da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse, rebateu as informações sobre participação financeira de Flávio Bolsonaro na obra. Mário Frias afirmou que o senador não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora, e que o papel dele foi apenas ceder direitos de imagem da família. Segundo Frias, o sobrenome de Flávio ajuda a atrair investidores, sem representar participação na produção.

Ainda conforme o produtor, a GOUP Entertainment não recebeu recursos de Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master. Frias garantiu que não houve dinheiro público envolvido e que qualquer relação com Vorcaro seria estritamente privada entre pessoas adultas. Ele disse que não houve aporte do banqueiro na obra.

Frias defende que a narrativa buscou esclarecer acusações e que há uma tentativa de descredibilizar o filme por motivações políticas. O produtor ressaltou que o objetivo é manter o projeto sob foco cinematográfico, sem interferência externa indevida.

Documentos e áudios mostram negociação para patrocínio

Nesta quarta-feira, o Intercept Brasil divulgou mensagens, documentos e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro. As informações indicam uma negociação de cerca de 24 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente 134 milhões de reais, para financiar o filme.

Em áudio divulgado, Flávio relata dificuldades para arcar com os custos da produção e menciona a necessidade de patrocínio privado. A obra é dirigida por Cyrus Nowrasteh e tem como protagonista o ator Jim Caviezel.

Flávio Bolsonaro, em nota, descreveu a situação como um patrocínio privado para um filme privado sobre a história do pai. O parlamentar apontou que não houve dinheiro público ou atividades ligadas à Lei de Incentivo à Cultura.

O senador também informou que conheceu Vorcaro em 2024, após o término do governo Bolsonaro, e que o contato ocorreu durante atraso de parcelas de patrocínio. Ele negou ter oferecido vantagens ou intermediado negócios com o governo.

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