- Governistas viram o apoio a Jorge Messias como constrangimento ao Senado durante a posse de Kassio Nunes Marques no TSE.
- Davi Alcolumbre estava ao lado do presidente Lula e não aplaudiu Messias na fala da OAB.
- O plenário aplaudiu Messias por cerca de trinta segundos; aliados comemoraram a receptividade como “lavagem de alma”.
- Lula e Alcolumbre não exibiram gestos de aproximação, sinalizando ausência de trégua entre eles.
- Parte da base defende que Lula indique novo nome ao STF e mantenha Messias caso tenha direito a novas indicações.
Governistas que acompanharam a posse do novo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, viram o apoio ao advogado-geral da União, Jorge Messias, como constrangimento ao Senado. O evento ocorreu no plenário da corte.
Kassio Nunes Marques tomou posse e, ao ser mencionada a nomeação de Messias, houve reação de aliados de Messias entre os convidados. O plenário aplaudiu por cerca de 30 segundos ao fim da fala da OAB.
Durante a solenidade, o presidente da Câmara Alta, Davi Alcolumbre, não endossou o coro a Messias ao lado de Lula. O ex-presidente foi visto sem o mesmo gesto de apoio que acompanhou outras aparições anteriores.
Acompanhando o episódio, aliados de Messias comemoraram o apoio como vitória política. No entanto, governistas apontam que Lula e Alcolumbre não sinalizaram uma trégua explícita na relação institucional.
Desdobramentos políticos
Parlamentares da base defendem que haja conversa entre Lula e Alcolumbre para reduzir tensões. Há quem atue como mediador, tentando viabilizar encontro entre as duas lideranças, ainda sem agenda definida.
Outra linha defendida pelo governo envolve indicações ao STF. A ideia é manter Messias apenas se houver nova eleição e direito a novas indicações, segundo a leitura de dirigência governista.
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