- Em plenário, o senador Jaques Wagner repercutiu áudios do Intercept com conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- Nas mensagens, haveria menção a pedido de recursos de R$ 140 milhões para terminar filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O senador Izalci Lucas defendeu Flávio, dizendo que solicitar patrocínio não caracteriza corrupção.
- Wagner afirmou que não há vínculo entre o governo da Bahia (PT) e o Banco Master, alegando que a atuação estadual se limitou à privatização da rede Cesta do Povo.
- Segundo o parlamentar, a criação ou expansão do banco ocorreu em âmbito federal, sob decisões do Sistema Financeiro Nacional, quando o presidente do Banco Central era Roberto Campos Neto.
Em Plenário, nesta quarta-feira (13), o senador Jaques Wagner (PT-BA) trouxe à tona áudios divulgados pelo Intercept. As gravações apresentam diálogos entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Wagner, há indícios de relação próxima entre eles.
Wagner afirma que o conteúdo inclui menção a um pedido de 140 milhões de reais para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador disse não alegar dolo, mas apontou a proximidade entre as partes.
Reação e defesa
Izalci Lucas (PL-DF) saiu em defesa de Flávio Bolsonaro, afirmando que pedir recursos não configura irregularidade por si só. O senador explicou que solicitações de patrocínio são comuns na prática política, sem implicar crime.
Em resposta, Wagner rebateu Izalci ao desassociar o tema do Banco Master de eventuais vínculos com o governo. O senador baiano sustenta que a atuação do governo da Bahia limitou-se à privatização de outra iniciativa, sem relação com o banco.
Contexto institucional
Wagner acrescenta que o Banco Master foi criado no âmbito federal, sob decisões do sistema financeiro nacional, quando Roberto Campos Neto era o presidente do Banco Central. Não houve ligação entre o PT na Bahia e a instituição financeira, segundo o senador.
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