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Justiça do Trabalho discute provas digitais, IA e futuro do emprego no SPIW

Magistrados discutem provas digitais e IA nos tribunais, destacando a regulamentação necessária para proteger trabalhadores de plataformas e reduzir riscos

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  • No São Paulo Innovation Week, magistrados e especialistas discutiram o uso de provas digitais, IA e o futuro do emprego na Justiça do Trabalho.
  • A juíza federal do trabalho Taciela Cordeiro ressaltou a transformação do mercado por plataformas digitais e algoritmos, em especial o crescimento do trabalho por aplicativo, com informality e proteção social baixa, defendendo um “terceiro caminho” regulatório.
  • Uma advogada destacou que os trabalhadores buscam autonomia e proteção, apontando a ausência de um piso mínimo de proteção social como o principal desafio.
  • O professor Juliano Barra falou sobre o avanço da IA nas relações trabalhistas, aumento de demissões por automação e a necessidade de maior transparência em decisões automatizadas, com possível aplicação da LGPD para esclarecer critérios algorítmicos.
  • A juíza Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro tratou do uso prático de provas digitais, enfatizando cadeia de custódia, privacidade e proteção de dados, e o papel de registros digitais, metadados e conteúdos de redes sociais como provas desde que respeitados direitos fundamentais.

O Judiciário e especialistas em direito discutiram, nesta quarta-feira (13), no São Paulo Inovation Week (SPIW), os impactos da inteligência artificial no dia a dia do trabalhador e nos processos judiciais. O debate abordou provas digitais, regulação, riscos da automação e o uso de evidências tecnológicas nos tribunais.

A juíza federal do trabalho Taciela Cordeiro destacou a transformação rápida provocada por plataformas digitais e algoritmos, com crescimento do trabalho por aplicativos. Ela defendeu um “terceiro caminho” regulatório que garanta direitos básicos como previdência, seguro e limites de jornada, sem impedir a autonomia desse segmento.

O professor Juliano Barra tratou da expansão da IA nas relações de trabalho e do aumento das demissões associadas à automação. Ele sugeriu maior transparência em decisões automatizadas e a aplicação da LGPD para esclarecer os critérios algorítmicos usados em dispensas.

Encerrando o painel, a juíza Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro detalhou aspectos práticos do uso de provas digitais nos processos. Ela ressaltou a importância da cadeia de custódia, a proteção de dados e os cuidados com privacidade, observando que registros digitais e metadados já são elementos relevantes, desde que respeitem direitos fundamentais.

O SPIW 2026, que acontece em São Paulo, reúne representantes de empresas, startups, centros de pesquisa, governos e investidores para debater tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças. O evento permanece aberto a debates sobre tendências e impactos da inovação no mundo do trabalho.

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