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Líder do PL na Câmara defende Flávio Bolsonaro: patrocínio privado

Liderança do PL na Câmara sustenta explicações de Flávio Bolsonaro sobre patrocínio privado para filme da vida do pai, em meio a áudios e mensagens

Sóstenes Cavalcante (PL - RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, defendeu Flávio Bolsonaro após áudios mostrarem o pedido de patrocínio privado para o filme Dark Horse.
  • Flávio admitiu ter pedido ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 135 milhões para custear o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
  • A defesa afirma que se trata de patrocínio privado para um projeto privado, sem uso de recursos públicos e sem relação com a lei de incentivo à cultura.
  • Segundo The Intercept Brasil, pagamentos teriam sido realizados por meio de empresas com sede nos Estados Unidos ligadas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro; a produção é liderada por Mário Frias.
  • Flávio disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, negou troca de benefícios e afirmou que não houve dinheiro público, nem participação de órgãos governamentais.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira, 13, após a divulgação de áudios que sugerem que o senador pediu recursos para financiar um filme sobre o pai dele, Jair Bolsonaro. A defesa reforça que se trata de patrocínio privado para uma produção particular, sem uso de dinheiro público.

O caso envolve Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo o material obtido pelo The Intercept Brasil, houve a solicitação de recursos para custear o filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro, com a participação de ex-ministros e políticos associados ao tema.

A apuração aponta que pagamentos teriam passado por empresas com sede nos Estados Unidos, ligadas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O montante não foi integralmente repassado devido à crise de liquidez do Master. O material ainda envolve mensagens entre as partes na véspera da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro reconheceu ter pedido apoio financeiro, mas destacou que o patrocínio era privado e que o filme também é realizado de forma privada, sem recurso público. O senador ressaltou que não houve troca de favores e que não houve participação de governos ou benefícios obtidos.

Áudios revelam relação entre as partes

Relatórios do The Intercept Brasil indicam proximidade entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, com o senador classificando o banqueiro como parceiro próximo. A produção continua sob análise pela Justiça, com foco em possíveis irregularidades associadas às emendas parlamentares utilizadas no projeto do filme.

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