Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula evita mal-estar ao esperar saída de Haddad

Revogada a taxa das blusinhas após pressão política e saída de Haddad, com avaliação de impacto político e de consumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad
0:00
Carregando...
0:00
  • A decisão de revogar a taxa das blusinhas ocorreu após pressão da ala política do governo e do PT, e também pela saída do ex‑ministro da Fazenda Fernando Haddad.
  • Haddad havia defendido, em 2023, que haveria concorrência desleal entre o comércio chinês e o brasileiro; após críticas, Lula sinalizou última palavra a Haddad, mas acabou sancionando a medida.
  • A Fazenda e o Planalto afirmaram que não houve embate; o ministro da Fazenda, Dar�o Durigan, participou das discussões ao lado de Lula.
  • A taxa previa 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 para pessoas físicas; valores acima podiam chegar a 60%.
  • A decisão ocorreu em meio a cenário político de oposição no Senado a nomes do governo e a tentativa de melhorar a imagem de Lula, com apoio de aliados da articulação política.

A decisão de revogar a chamada taxa das blusinhas ocorreu neste ano, após pressão da ala política do governo e do PT. Lula decidiu pela saída do ministro da Fazenda, Haddad, que defendia a cobrança. A medida havia sido sancionada após aprovação no Congresso.

Segundo apuração, Haddad defendia que havia concorrência desleal entre o comércio chinês e o brasileiro. Mesmo assim, Lula sinalizou a última palavra a Haddad antes de sancionar a medida, em meio a críticas de consumidores mais pobres.

Fontes da CNN afirmam que não houve embate direto entre ministro e presidente, e que o ministro Dario Durigan participou ativamente da elaboração da MP ao lado de Lula. A decisão voltou à mesa presidencial por risco à imagem do governante.

A taxa previa 20% de tributo para compras internacionais de até US$ 50 por pessoa, em sites estrangeiros. Valores acima disso podiam chegar a 60%. A ideia era proteger a indústria nacional, segundo a equipe econômica.

Interlocutores da Fazenda dizem que a resistência vinha principalmente do MDIC, com ressalvas ao programa Remessa Conforme, que aumenta o controle de importações ao exigir recolhimento de impostos no ato da compra.

Alckmin defendia a manutenção da cobrança, citando impactos no setor têxtil. Contudo, lideranças políticas convenceram Lula de que o custo político superava os ganhos econômicos. A decisão ocorreu em meio a episódios negativos recentes.

A decisão ocorre em um momento de reações políticas, como a rejeição da indicação de Messias ao STF e a derrubada de veto sobre dosimetria de penas. Flávio Bolsonaro chegou a defender publicamente o fim da taxa.

A equipe afirma que o governo intensificou ações para melhorar a comunicação de medidas econômicas desde a viagem de Lula aos EUA, quando houve encontro com Donald Trump. O objetivo é manter a percepção de governabilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais