- Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, confirmou ter enviado áudio cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro para concluir um filme sobre Jair Bolsonaro, dizendo não ter cometido irregularidade.
- A reportagem diz que houve negociação de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”; documentos apontam que R$ 61 milhões foram enviados até maio de 2025.
- O cronograma de pagamentos era acompanhado pelo banqueiro; cobranças de Flávio apareceram à medida que investigações do Banco Master avançavam, com risco de paralisação da produção.
- Vorcaro foi preso pela Polícia Federal; houve troca de mensagens sobre encontros, incluindo um jantar com atores e diretores em São Paulo.
- O governo afirmou que a relação com o Banco Master é apenas de investigação, enquanto o mercado reagiu com queda no dólar e na bolsa após as divulgações.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, está envolvido em uma negociação para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Documentos divulgados pela imprensa revelam mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master.
A reportagem aponta que houve tratativa direta pelo repasse de aproximadamente US$ 24 milhões para financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente. Conforme o levantamento, o montante já incluía pagamentos intermediados pela Entre Investimentos, controlada por Vorcaro.
Segundo o material obtido pelo Intercept, parte do recurso não foi efetivamente transferida. No total, Vorcaro teria enviado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para sustentar a produção, enquanto o Master enfrentava investigações.
Cronologia e evidências
Em setembro de 2025, com o Banco Master sob escrutínio, Flávio Bolsonaro enviou áudio ao banqueiro indicando preocupação com a continuidade da filmagem sem o aporte financeiro. O tom sugeria tensão sobre prazos, contratos e a manutenção de nomes envolvidos no projeto.
Em outubro de 2025, novas cobranças surgiram via mensagens de texto de Flávio. Vorcaro respondeu que resolveria a situação, e houve a combinação de um jantar envolvendo o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh em São Paulo.
Novas tratativas e desdobramentos
No dia 16 de novembro, Flávio reforçou a cobrança de recursos por meio de mensagens com leitura que se apagava, e Vorcaro respondeu de forma similar. Um dia depois, o empresário foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos.
A TV Globo confirmou a existência de áudio e mensagens no celular de Vorcaro. A investigação envolve suspeitas sobre a origem de recursos usados no financiamento do filme e a possível participação de Vorcaro como responsável por empresas de repasse.
Reações e contexto institucional
O governo federal afirma acompanhar a investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master. A instituição financeira, por sua vez, está sob escrutínio técnico do Banco Central. Investigadores questionam os vínculos entre Vorcaro e a empresa repassadora.
Flávio Bolsonaro divulgou nota defendendo a realização de uma CPI para apurar o Banco Master e negando qualquer uso de dinheiro público, embora reconhecendo o financiamento privado do filme. O Palácio do Planalto destacou que o único vínculo é a atuação das autoridades na apuração.
Impactos econômicos
O quadro gerou impacto imediato no mercado: o dólar fechou em alta e a bolsa recuou diante das acusações e do clima de incerteza sobre a instituição financeira e o projeto cinematográfico. As informações são apuradas a partir de fontes jornalísticas que confirmam a existência das mensagens.
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