- Ministério da Saúde assinou contrato de R$ 34,4 milhões com a Star Pharma para fornecimento de insulina ao SUS.
- A Star Pharma foi ligada, pela representação do Ministério Público, à rede associada à Carbono Oculto e a Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.
- A Corregedoria da pasta afirmou que não há decisão administrativa ou judicial que justifique alterar o procedimento de compras com a Star Pharma.
- A Star Pharma informou atuar de forma regular, seguir a legislação sanitária e de compras públicas, e negou vínculos com investigados ou organizações criminosas.
- O tema de insulina sem registro da Anvisa é citado no contexto de compras do SUS, com a Star Pharma envolvida em contratos desde 2024; o governo afirma recorrer a compras sem registro por falta de oferta de produtos credenciados, mantendo editais para itens registrados.
O Ministério da Saúde assinou um novo contrato de 34,4 milhões de reais com a Star Pharma para fornecimento de insulina ao SUS. O anúncio ocorre após a empresa ter sido citada em investigações ligadas à Operação Carbono Oculto, que apura possível infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no mercado financeiro. O ministério afirma que não houve decisão que justifique alterar o procedimento de compras.
Segundo a Corregedoria da pasta, não existe decisão administrativa ou judicial que recomende mudar o processo de aquisição com a Star Pharma. A Star Pharma sustenta que atua dentro da legalidade sanitária e de compras públicas, e rejeita vínculos com investigados ou organizações criminosas. A empresa também disse repudiar qualquer associação indevida.
A pasta destaca que o contrato mais recente foi assinado no dia 8 de maio e publicado no Diário Oficial. A Star Pharma confirmou ter atuado em pregões envolvendo outras empresas, com a participação de uma sócia que deixou a empresa em novembro de 2025. Passado envolve ainda denúncias sobre uso de insulina sem registro no SUS.
Insulinas sem registro
A Star Pharma fornece modelos de insulina sem registro da Anvisa, comprados de laboratórios no exterior. Tais insulinas são usadas no SUS por preço competitivo, mas não passam pela análise de segurança, qualidade e eficácia da Anvisa. A principal fornecedora citada é a GlobalX, com remessa típica de origem chinesa.
O Ministério da Saúde informou que recorremos a compras sem registro por falta de oferta de insulina por empresas credenciadas. Alega seguir a legislação da Anvisa e buscar contratos com preços menores, além de manter editais para produtos registrados conforme a regularização de produção nacional.
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