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MP do Peru pede prisão de candidato esquerdista em eleição acirrada

Ministério Público do Peru pede prisão de Roberto Sánchez por omissão de contribuições de campanha entre 2018 e 2020; audiência ocorre em 27 de maio

Roberto Sánchez, candidato de esquerda nas eleições presidenciais no Peru. 30/04/2026
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  • O Ministério Público do Peru pediu a prisão de Roberto Sánchez por omitir contribuições de campanhas entre 2018 e 2020, apontando falsificação de informações em relatório político e de receitas de organizações.
  • Sánchez teria recebido mais de cinquenta e sete mil dólares em contribuições do Juntos pelo Peru, não declaradas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE; órgão eleitoral).
  • Uma audiência está marcada para 27 de maio, quando será definido se o caso seguirá para julgamento oral ou será arquivado; Sánchez nega as acusações e afirma inocência.
  • No pleito de 12 de abril, Keiko Fujimori lidera a apuração com 17,1%, seguida por Sánchez com 12% e López Aliaga com 11,9%; o segundo turno está marcado para 7 de junho.
  • As eleições foram marcadas por falhas que deixaram cerca de 63 mil eleitores sem votar; a União Europeia, a Justiça e a Ouvidoria afirmam não ter encontrado evidência de fraude.

O Ministério Público do Peru pediu a condenação de Roberto Sánchez, candidato presidencial de esquerda, por omitir contribuições de campanha entre 2018 e 2020 ao órgão eleitoral. A ação envolve o partido Juntos pelo Peru, ao qual Sánchez está vinculado. A solicitação foi apresentada na quarta-feira, 13, durante o andamento da eleição.

O MP aponta inconsistências nos relatórios financeiros do partido e envolve acusações de falsa declaração em procedimento administrativo e falsificação de informações sobre contribuições e receitas de organizações políticas. O Ministério Público sustenta que Sánchez recebeu mais de 57 mil dólares de contribuições de membros do partido não declaradas ao ONPE.

O candidato negou as acusações e afirmou que é alvo de ataques políticos. Em suas redes sociais, Sánchez afirmou que a Justiça já arquivou denúncias de uso indevido de recursos do partido, reiterando inocência e dizendo que não houve fraude nem apropriação indevida. Uma audiência está marcada para 27 de maio para decidir o destino do caso.

Eleições conturbadas

As eleições no Peru foram realizadas em 12 de abril e registraram distúrbios logísticos que impediram o voto de pelo menos 63 mil eleitores, em mais de 200 seções negligenciadas. A Junta Nacional Eleitoral prorrogou a votação por mais um dia.

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia afirmou não ter encontrado evidências de fraude generalizada. Essa avaliação também foi adotada pelo Ministério Público e pela Ouvidoria. A apuração ainda está em andamento.

Com 99,94% dos votos apurados, Keiko Fujimori lidera (17,1%). Roberto Sánchez registra 12% e Rafael López Aliaga, 11,9%, todos disputando o segundo turno. A contagem segue com atraso, e a decisão sobre o segundo turno deve sair ainda nesta semana.

Cenário político e próximos passos

Historicamente, os governos do Peru enfrentaram casos de corrupção vinculados a líderes eleitos. O país busca estabilidade após uma década de alternância entre governos civis e interinos. O próximo presidente será o décimo em dez anos, segundo a análise de conjuntura.

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