- Em maio, Lula sobe de 37% para 39% e Flávio Bolsonaro vai de 32% para 33% no primeiro turno.
- No segundo turno, há empate técnico entre Lula e Flávio, com diferença máxima de 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro.
- 63% dos eleitores já estão decididos, enquanto 37% ainda podem mudar de voto; na espontânea, 57% dizem estar indecisos.
- A chamada terceira via não decolou: candidatos que não são Lula nem Flávio somam 13% no cenário estimululado. Caiado e Zema aparecem com 4% cada.
- Notícias positivas sobre o governo aumentam a percepção favorável a Lula (de 23% para 32%), e 43% acreditam que a reunião dele com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o deixou mais forte politicamente.
A nova pesquisa Genial/Quaest sobre a presidência aponta acomodação de votos para Flávio Bolsonaro e Lula em cenários de primeiro e segundo turno. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira e indica maior firmeza dos eleitores na decisão de voto, tornando menos viável a terceira via.
Entre abril e maio, pouco mudou no cenário de primeiro turno: Lula subiu de 37% para 39%, enquanto Flávio passou de 32% para 33%. Os dois aparecem próximos, com Lula mantendo uma leve vantagem. A variação ocorre dentro da margem de erro.
A simulação de segundo turno revela maior estabilidade de empate técnico entre Lula e Flávio. A diferença mais alta registrada foi de 2 pontos percentuais, dentro de uma margem de erro de 2 pontos. O gráfico de tendência se manteve estável desde março.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o cenário permanece muito competitivo, com oscilações sempre na margem de erro. A análise aponta terceira via sem viabilidade suficiente para romper a polarização entre PT e família Bolsonaro.
O desempenho de Lula não foi impactado pela rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF, nem pelos desfechos envolvendo o Banco Master. Sobre o noticiário, 46% veem o caso como sistêmico à política.
A percepção sobre a imprensa também mudou: 32% enxergam notícias mais positivas sobre o governo, frente a 23% em abril. Já as negativas recuaram de 48% para 43%.
A reunião entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, foi citada como fator que pode ter fortalecido a imagem do petista, com 43% afirmando que Lula saiu mais forte politicamente após o encontro.
Eleitores parecem mais decididos para outubro: 63% dizem que a escolha já é definitiva, ante 57% em abril. Ainda assim, 37% indicam que a decisão pode mudar, contra 43% no mês anterior.
Entre os entrevistados que dizem votar em Lula, 70% afirmam que não vão mudar de voto, e entre os que apoiam Flávio, 66% estão decididos. A distância para João, Caiado ou Zema permanece relevante entre os indecisos.
Terceira via não decola
Nenhum pré-candidato não-Lula ou não-Flávio conquistou espaço suficiente para romper a polarização. Em maio, candidatos de fora somam 13% em cenário estimulados; em abril eram 15%.
Caiado e Zema registraram 4% cada um, Renan Santos 2%, Augusto Cury 1%, Cabo Daciolo e Samara Martins também com 1%. O patamar reforça o rótulo de eleição com vitória provável da polarização.
Metodologia: Genial/Quaest 13/5/2026 entrevistou 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de 2 pontos e 95% de confiança. Cadastro no TSE BR-03598/2026.
Genial/Quaest 15/4/2026 entrevistou 2.004 pessoas entre 9 e 13 de abril, com mesma margem de erro e confiança. Cadastro no TSE BR-09285/2026.
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