- O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a lei da dosimetria, abrindo espaço para a oposição retomar a pauta da anistia ampla para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
- Parlamentares ouvidos pela Gazeta do Povo veem obstáculos para a proposta avançar neste ano no Congresso.
- O deputado Mauricio Marcon afirma que é preciso um próximo Congresso com menos alinhamento ao “xandismo” e ao lulismo e mais à República para viabilizar a anistia, criticando o Centrão.
- O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, ressalta que, por ser ano eleitoral, alguns parlamentares podem não querer se comprometer com a pauta, apesar do objetivo de encampá-la.
- O senador Jorge Seif diz que a oposição está articulada para resgatar o texto original da anistia, enquanto o deputado Osmar Terra acredita que há clima favorável para a aprovação.
A oposição viu novos entraves para a tramitação da anistia ampla após o STF suspender a lei da dosimetria. A medida reacendeu a tentativa de pautar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro no Congresso.
Entre parlamentares ouvidos pela Gazeta do Povo, há pessimismo sobre a possibilidade de avançar ainda neste ano. O deputado Mauricio Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, afirmou que, no atual cenário, a iniciativa não deve prosperar. Segundo ele, seria preciso um Congresso mais alinhado à República e menos aos interesses de grupos específicos.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, também sinalizou cautela. Em ano eleitoral, muitos parlamentares podem evitar compromissos polêmicos, o que, segundo ele, dificulta a aprovação da pauta. Mesmo assim, há quem garanta esforço para levar o tema adiante.
Articulação e cenários
Jorge Seif, licenciado do Senado para se dedicar à campanha, disse que a oposição trabalha para resgatar o texto original da anistia e chamou a ação de pleito relevante para a justiça. A bancada enfatiza a necessidade de enfrentar a questão com estratégia.
O deputado Osmar Terra, do PL do Rio Grande do Sul, manteve tom mais otimista. Ele afirma que o momento é propício, citando a discordância entre decisões monocráticas e a atuação coletiva do Congresso, o que, na leitura dele, favorece o andamento da pauta.
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