- A Quaest aponta 49% de desaprovação e 46% de aprovação ao governo Lula, com melhora em relação a abril (52%/43%).
- O saldo entre eleitores independentes caiu de -16 para -5 pontos, apontando cenário mais competitivo entre Lula e o adversário, segundo o pesquisador Felipe Nunes.
- Entre segmentos, aprovação: católicos 55% e mulheres 48%; desaprovação entreevangélicos 65%; jovens (16 a 34 anos) com 55% de desaprovação.
- Região Nordeste continua base de apoio, com 63% de aprovação; Sul (61% de desaprovação), Sudeste (54% de desaprovação) e Centro-Oeste/Norte (52% de desaprovação) apresentam pressões.
- O governo lançou medidas para recuperação, incluindo o programa Desenrola 2.0 para renegociação de dívidas via FGTS e novas diretrizes de combate ao crime organizado.
A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio, aponta queda na desaprovação e leve alta na aprovação do governo Lula (PT). O levantamento mostra 49% de desaprovação e 46% de aprovação entre os brasileiros, em comparação com abril, quando eram 52% e 43%, respectivamente.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a mudança mais expressiva ocorreu entre eleitores independentes. O saldo de aprovação nesses votantes reduziu o arco negativo de -16 para -5 pontos, indicando um emparelhamento entre Lula e o oponente Flávio no cenário atual.
Desempenho por segmentos e religião
Entre mulheres, a aprovação subiu de 45% para 48%, com a desaprovação caindo de 49% para 44%. Católica registra alta: aprovação de 49% para 55%. Evangélicos permanecem como núcleo de resistência, com desaprovação subindo de 61% para 65%. Jovens (16 a 34 anos) registram 55% de desaprovação.
Recorte regional
O Nordeste continua como base de apoio, com 63% de aprovação. Já Sul (61% de desaprovação), Sudeste (54%) e Centro-Oeste/Norte (52%) aparecem como áreas com maiores dificuldades para o governo.
Estratégias para recuperar fôlego
Para tentar reverter o quadro, o governo tem apostado em agendas econômicas e de segurança. No início do mês, foi lançado o programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas com uso do FGTS, aliado a novas diretrizes no combate ao crime organizado.
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