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PF investiga fraude em aplicação de R$ 87 milhões da previdência de Cajamar

PF deflagra a operação Off-Balance para apurar irregularidades em recursos do regime previdenciário de Cajamar, com R$ 87 milhões vinculados ao Banco Master, atingindo a cúpula do IPSSC

Operação Off-Balance cumpre seis mandados de busca e apreensão e atinge diretores da autarquia; Estadão pediu manifestação do regime previdenciário do município
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Off-Balance para apurar irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC).
  • A ação cumpre seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista, com afastamento de função pública e indisponibilidade de bens autorizados pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
  • Cerca de R$ 112 milhões do regime previdenciário foram destinados a quatro investimentos considerados suspeitos, sendo R$ 87 milhões ligados ao Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval.
  • A investigação aponta gestão temerária, falhas de governança, ausência de análise técnica e possível direcionamento das aplicações ao Banco Master, durante a gestão do então prefeito Danilo Joan.
  • Os principais alvos são integrantes da cúpula do fundo de previdência de Cajamar, incluindo diretor-executivo, presidente do Comitê de Investimentos e diretor administrativo-financeiro.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Off-Balance nesta quarta-feira, 13, para apurar irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo. A ação mira aplicações consideradas de alto risco entre agosto de 2023 e março de 2024, feitas em letras financeiras do Banco Master. Cerca de 112 milhões de reais do regime previdenciário teriam sido direcionados a quatro investimentos suspeitos, sendo 87 milhões ligados ao Master e 20 milhões ao Banco Daycoval.

A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Também envolve medidas cautelares de afastamento de função pública e de indisponibilidade de bens, expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os alvos principais são integrantes da cúpula do fundo de previdência municipal.

Entre os investigados estão Luiz Henrique Miranda Teixeira, diretor-executivo entre julho de 2023 e dezembro de 2025; Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios; Milton Marques Dias, diretor administrativo-financeiro responsável pela gestão dos recursos do RPPS e integrante do Comitê de Investimentos; e Rafael Petroziello, membro do comitê que participou das deliberações e assinou autorizações de aplicações ligadas aos aportes sob investigação.

A PF aponta indícios de gestão temerária dos recursos previdenciários, com falhas graves de governança, deficiência na avaliação de riscos e possível direcionamento de investimentos em favor do Banco Master. A apuração envolve também o relacionamento com a administração municipal vinculada à gestão do ex-prefeito Danilo Joan, apontado como aliado político em pautas relacionadas ao Master.

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