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Polícia prende 22 homens por violência contra mulher em SP

Operação Héstia prende 22 homens em SP; 20 foragidos localizados e dois presos em flagrante, com apresentação à Justiça a partir de quarta

Viatura da Patrulha Mulher Segura em São Paulo.
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  • Na Grande São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública prendeu 22 homens por violência contra a mulher durante a Operação Héstia; 20 foragidos foram localizados e dois presos em flagrante.
  • Os presos serão apresentados à Justiça a partir de quarta-feira, 13 de maio.
  • Em Carapicuíba, uma mulher sequestrada foi resgatada e o ex-companheiro, portando armas de fogo, foi preso.
  • Na zona oeste, um homem procurado pela Justiça foi detido após tentar matar a companheira com golpes de faca, em caso registrado como violência doméstica e feminicídio tentado.
  • Entre janeiro e março de 2026, São Paulo atingiu recorde de feminicídios, com 86 casos no trimestre, crescimento de cerca de 41% em relação ao mesmo período de 2025.

A Polícia prendeu 22 homens nesta terça-feira na Grande São Paulo, no âmbito de ações da Segurança Pública voltadas à proteção de mulheres. Do total, 20 eram foragidos da Justiça e dois foram presos em flagrante durante operações realizadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil. Os presos devem ser apresentados à Justiça a partir de quarta-feira (13).

A operação integrada, chamada Héstia, reuniu equipes da Patrulha SP Mulher Segura da PM e do Dope, da Civil. Os agentes cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão com foco exclusivo na proteção de mulheres. As ações ocorreram ao longo da região metropolitana, com ações simultâneas de diferentes órgãos de segurança.

Em Carapicuíba, uma mulher vítima de sequestro e cárcere privado foi resgatada; o ex-companheiro, que possuía armas, foi preso. Na zona oeste da capital, outro homem procurado pela Justiça foi detido após tentativa de homicídio com golpes de faca dentro de um apartamento, registrado como violência doméstica, tentativa de feminicídio e captura de procurado.

Operação Héstia: desdobramentos e encaminhamentos

As prisões em flagrante ocorreram durante ações de rotina realizadas pela Civil e pela PM. As autoridades destacam que as medidas visam ampliar a proteção às vítimas e reduzir a impunidade em casos de violência contra a mulher.

Dados sobre feminicídio e contexto estatístico

Entre janeiro e março deste ano, o estado de São Paulo registrou o maior número de feminicídios da série histórica para um primeiro trimestre, com 86 casos. O aumento foi de cerca de 41% em relação ao mesmo período de 2025. Os números mostram variação mensal: 27 em janeiro, 29 em fevereiro e 30 em março.

O feminicídio está tipificado como crime hediondo desde 2015, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, sujeita a agravantes. A avaliação do Ministério e das autoridades de segurança aponta a gravidade do problema e a necessidade de ações integradas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Como denunciar violência contra a mulher em SP

Mulheres que enfrentam violência devem ligar para o 190, acionar a PM pelo aplicativo SP Mulher Segura ou procurar as Delegacias da Mulher. As autoridades ressaltam a importância de buscar ajuda rápida para proteção e abertura de investigação.

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