- Mário Frias (PL-SP) e a GOUP Entertainment afirmam que Daniel Vorcaro não financiou o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
- Frias diz que, mesmo que houvesse aporte, seria relação privada entre adultos, sem dinheiro público envolvido.
- A produtora repetiu que nenhum centavo de Vorcaro consta entre os financiadores do longa, que tem capital privado.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contradiz a versão, ao sustentar que pediu patrocínio devido a atraso nas parcelas de patrocínio para a conclusão do filme.
- Trechos de áudio publicados pelo Intercept Brasil indicam que Flávio mencionou dificuldades enfrentadas pelo banqueiro na época, gerando contradição entre as notas divulgadas.
O deputado Mário Frias e a produtora Goup Entertainment negaram que Daniel Vorcaro tenha contribuído financeiramente para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. As declarações contrapõem o relato de Flávio Bolsonaro, que confirmou ter pedido patrocínio privado no fim do ano passado.
Segundo Frias, ele atua como produtor executivo do longa e afirma que não houve aporte de Vorcaro. Afirmou ainda que, mesmo existindo, seria uma relação privada entre adultos e sem dinheiro público envolvido. A produtora repetiu a mesma linha de defesa.
A controvérsia envolve um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil, com apontamentos de que Vorcaro estaria com dificuldades financeiras na época. O jornal Estadão confirmou a menção ao banqueiro em mensagens, o que gerou contradições entre as versões.
Versões em conflito
Flávio Bolsonaro sustenta que não houve atraso de pagamento por parte de Vorcaro e que o pedido de patrocínio foi para concluir o filme privado. O senador também defende a necessidade de instaurar uma CPI do Banco Master, conforme nota divulgada.
A GOUP Entertainment reforça que não há aportes de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas a ele. Em comunicado, a empresa ressalta que financiadores assinam acordos de confidencialidade, o que impede a divulgação de identidades.
Flávio afirma que não houve envolvimento com o governo e que o projeto Dark Horse tem financiamento 100% privado. Frias repete que o filme tem capital privado e que não dependeria de incentivos públicos.
A reportagem segue aguardando informações oficiais e comunicações adicionais das partes envolvidas para esclarecer os fatos apresentados na troca de notas.
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