- Divergências sobre regras trabalhistas seguem travando o avanço do novo marco dos portos na Câmara.
- O relatório de Arthur Maia ainda não tem previsão de apresentação, apesar de parecer circulando nos bastidores.
- Segundo fontes, o texto retirou praticamente todos os dispositivos ligados às relações de trabalho portuário; Maia confirma que ajustes são necessários.
- Representantes do setor defendem a inclusão de mecanismos para evitar insegurança jurídica e futuros conflitos na contratação de mão de obra.
- Um ponto mantido permite contratação fora do OGMO nos portos públicos, com vínculo pela carteira de trabalho desde que haja comprovação de qualificação; portos públicos querem retirar esse dispositivo.
A maioria das divergências sobre as regras trabalhistas segue travando o avanço do novo marco regulatório dos portos na Câmara. O objetivo era ter o parecer pronto no início deste mês, mas não houve previsão de apresentação.
Segundo fontes envolvidas, o relatório já estaria em fase final, mas a questão trabalhista ainda precisa de acordo entre governo, setor privado e trabalhadores portuários. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não selou o consenso.
Mesmo com a retirada de boa parte dos dispositivos sobre relações de trabalho, representantes do setor acreditam que ainda é necessário inserir mecanismos que previnam insegurança jurídica e conflitos na contratação de mão de obra.
O tema é um dos pontos mais sensíveis do projeto, que propõe a revogação da atual Lei dos Portos. A discussão continua acirrada desde a criação da comissão de juristas, em dezembro de 2023.
Um ponto mantido no texto flexibiliza a contratação de trabalhadores fora do OGMO, nos portos públicos, desde que comprovada qualificação profissional. A medida atende a demandas do setor, diante da diminuição de trabalhadores cadastrados.
Nos bastidores, também se discute a possibilidade de arquivar o projeto ou fazer alterações futuras na Lei dos Portos. A ideia é avançar apenas com mudanças pontuais, mantendo o diálogo para próximos passos.
Apesar dos atrasos, o governo não abandonou a estratégia de apresentar um parecer formal de Maia e aguardar a definição das alterações. A expectativa é esclarecer como ficará a atuação do emprego portuário no país.
Mudanças na lei
O texto em elaboração envolve negociações entre governo, setor privado e trabalhadores. Há possibilidade de ajustes antes da apresentação oficial do parecer, sem indicação de cronograma definitivo. A pauta segue como tema central de debate no Legislativo.
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